Marina pede prara sair. Que pena!

14 maio, 2008 por Luiz Valério


Marina Silva agora é ex-ministra do Meio Ambiente. Não suportando as pressões e resistências à sua política ambiental dentro do prórpio governo Lula, Marina pediu demissão do cargo. Com a saída da ministra, quem sai ganhando são os madeireiros e os que defendem a exploração das riquezas naturais e o progresso a qualquer custo sem se preocupar com o meio ambiente.

É preciso ler nas entrelinhas

13 maio, 2008 por Luiz Valério

Uma nota aparentemente despretenciosa numa coluna de jornal pode revelar coisas para além da intenção inicial com a qual foi escrita. É o que acontece, por exemplo, com a nota abaixo, transcrita da coluna Parabólica, da Folha de Boa Vista:

“DECISÃO
Chico Rodrigues afirmou que o DEM só decidiu fechar com Luciano Castro depois que Márcio Junqueira comunicou ao partido que não tinha mais interesse em ser pré-candidato. A decisão de retirar seu nome foi motivada pelo “efeito Quartiero”, uma vez que o rizicultor, seu principal aliado, vai concentrar esforços e disponibilidade financeira para se manter na terra indígena Raposa Serra do Sol”.

Tenho dito aqui que as vozes histéricas que bradam contra a homologação da terra indígena Raposa/Serra do Sol em área contínua não o fazem em defesa da segurança e da soberania nacionais, mas sim com o objetivo de proteger patrimônios e interesses econômico-financeiros.

Pois bem, nas entrelinhas desta nota da Parabólica pode-se ler que o deputado federal Márcio Junqueira (DEM) não passa de um defensor dos interesses do rizicultor Paulo César Quartiero, que financiou sua campanha na eleição passada.

Se não estivesse com a atenção voltada para a defesa do seu patrimônio agora, devido ao conflito que se desenrolou na Raposa/Serra do Sol, Quartiero seguramente iria, mais uma vez, financiar a campanha de Junqueira à prefeitura de Boa Vista.

Esta passagem da nota da Parabólica não deixa nenhuma dúvida quanto a isso:

“A decisão de retirar seu nome [de Junqueira] foi motivada pelo “efeito Quartiero”, uma vez que o rizicultor, seu principal aliado, vai concentrar esforços e disponibilidade financeira para se manter na terra indígena Raposa Serra do Sol”.

Entenderam? É assim que as coisas funcionam no Brasil. Surgem sempre políticos falastrões se autodenominando defensores das causas sociais/nacionais e coisa e tal quando, na verdade, estão a serviço apenas de um pequeno grupo ou de uma só pessoa. Essa é a política brasileira. O Congresso Nacional está cheio desse tipo de político.

Roraima na tela da Record

12 maio, 2008 por Luiz Valério

Tenho lá minhas restrições em relação jornalismo praticado pela Rede Record de Televisão. É, na maioria das vezes, muito sensacionalista.

Porém, classifico como sóbria a reportagem exibida no programa Domingo Espetacular sobre os conflitos na região da Raposa/Serra do Sol, aqui em Roraima.

O material jornalístico explorou bem a questão do jogo de interesses que há de um e de outro lado. Exatamente o que tenho dito aqui no blog o tempo inteiro.

Quem viu a reportagem no pôde perceber que são usadas mentiras e meias-verdades de um e de outro lado (Conselho Indígena de Torama/Produtores de Arroz) para atrair a simpatia do público para a sua causa.

Os índios ligados ao CIR são induzidos a se manterem nas fazendas de Paulo César Quartiero, mesmo tendo sido feito um acordo par aesperar uma decisão final do STF sobre a questão. Sabe-se que há muito interesse nos minérios da região.

Do outro lado, os rizicultores não estão exatamente procupados com questões de soberania e segurança nacional. Estão, sim, preocupados em manter seus patrimônios, construídos dentro da Raposa/Serra do Sol, considerada oficialmente como terra indígena desde abril de 2005.

Tanto CIR quanto os rizicultores manipulam os índios para defenderem a sua causa. É um jogo de interesses inconfessáveis que usam os povos indígenas como massa de manobra.

A reportagem da Rede Record afirmou algo que também já havia postado aqui no blog: independente de qual venha a ser a decisão do STF sobre o assunto, a luta pela terra na região da Raposa/Serra do Sol estará longe de acabar.

Por um simples detalhe: aqui em Roraima não se costuma obedecer às leis. As imagens dos conflitos que nos lembram um filme de faroeste só revelam o que o estado é na realidade: uma terra onde as coisas são feitas de acordo com a vontade de quem tam mais poder de mando.

Os vários repórteres dos grandes veículos de comunicação que vieram cobrir o conflito já têm essa visão. Depois os políticos daqui ainda têm coragem de reclamar da forma como Roraima é mostrado lá fora, sempre envolvido em escândalos.

Não tem porquê reclamar.

Manifestações não param em Roraima

12 maio, 2008 por Luiz Valério

Desde o período da manhã ocorre, em frente à Assembléia Legislativa, uma manifestação contra a ação da Polícia Federal na Terra Indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima.

No discurso dos oradores sobram ofensas para todos os lados.

Sobre o presidente Lula da Silva foi dito que “ele não tem a moral de um cachorro para agir em Roraima da forma que o governo está agindo”

E mais: “Lula é um presidente corrupto e não tem moral para ser presidente dessa Nação”.

Mulheres indígenas que se afirmam vítimas da “truculência da Polícia Federal” disseram que no Surumú ” tem muita pimenta para bunda dos policiais federais e do ministro da Justiça Tarso Genro”.

Faixas ainda acusam a prefeita de Uiramutã, Florany Mota, e o segundo colocado ao cargo de prefeito de Pacaraima, Chico Roberto, ambos do PT, de induzir os índios a ir à guerra para morrer.

O manifesto continua neste momento, com o presidente da Federação das Associações de Bairro de Roraima (Famer) Faradilson Silva, bradando pedidos de justiça e mais acusações contra o governo Lula.

Essa é uma pequena amostra de a quantas anda o clima por aqui.

Maternidade e parto normal

10 maio, 2008 por Luiz Valério

Nos hospitais públicos brasileiros quase metade das mulheres optam pela cesariana na hora do nascimento. Nos hospitais particulares esse número chega a 80%. Mas a Organização Mundial de Saúde recomenda o parto normal e o governo federal lança uma campanha para incentivar esse procedimento.

Leia mais:
Comissão da Câmara rejeita projeto sobre descriminalização do aborto

Fonte: Agência Brasil

Que perseguição política, que nada!

10 maio, 2008 por Luiz Valério


Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR) - O advogado Victor Fagundes, responsável pela defesa do líder do arrozeiros de Roriama, Paulo César Quartirero, disse hoje (10) que o produtor é vitima de perseguição dos órgãos federais.

“Os órgãos estatais querem fazer dele o inimigo número um, quando ele apenas demonstra empenho em, defender sua propriedade”.

Segundo Fagundes, Quartiero vai recorreu da multa de R$ 30,6 milhões aplicada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por degradações ambientais ocorridas em uma de suas fazendas. “Vamos discutir o valor da multa, que é obviamente exorbitante”.


Na próxima segunda-feira (12) o advogado acredita que o pedido de liberdade provisoria para Quartiero será deferido pelo desembargador federal Cândido Ribeiro.

O arrozeiro está preso desde a última terça-feira (6) por porte ilegal de arma e artefatos explosivos, depois que funcionários dele balearam índios na Fazenda Depósito.

Fagundes relatou que Quartiero tem encarado a prisão com serenidade. “Ele está confiante de que a Justiça brasileira em algum momento vai ouvir a voz de trabalhadores que estão sem produzir”.

Comentário do editor - Essa tese defendida pela defesa de Paulo César Quartiero, de que ele está sendo alvo de perseguição política, não se sustenta. O rizicultor foi preso pelo fato de ter usado meios ilegais para deender seus interesses e propriedades. Ou seja, produzir bombas, incentivar violência e contratar pistoleiros para fazer a “segurança das suas fazendas”. Como homem público, prefeito que é do município de Pacaraima, e mesmo que não o fosse, Paulo Quartiero não poderia ter usado táticas de guerrilhas para defender suas propriedades. Fazendo isso, cometeu um crime. Quanto à degradação ambiental promovida nas áreas correspondentes às suas propriedades, sabe-se que o agrotóxico utilizado nas lavouras de arroz contamina a água dos rios próximos às fazendas. Se amulta de R$ 30,6 milhões aplicada a Quartiero é alta ou não, aí sim, caberá a defesa contestar. Mas dizer que ela não aconteceu é muito difícil.

Bom dia!

10 maio, 2008 por Luiz Valério

Na ânsia de tornar este blog mais atraente, andei experimentando publicamente uns templates disponibilizados por outros blogueiros que gentilmente cedem seus trabalhos para tornar a blogosfera brasileira mais competitiva e atrativa. Depois de alguns dias de uso, não fiquei satisfeito com o resultado e retornei para o meu layout clean. Estou convencido de que este modelo aqui é o ideal para o blog Política com Pimenta, pois centra a atenção do visitante no texto e não na aparência do blog.

No mais, tive uma constatação: preciso dosar o tempo que passo em frente ao computador dedicando-me ao blog. Nos últimos dias entrei pela madrugada e agora já são quase seis da manhã e eu ainda não dormi. Ou seja, o ato de blogar está me dando insônia. Vou tentar estabeler uma tempo para me dedicar ao blog diariamente, mas sem passar tanto tempo em frente ao PC. Espero que gostem do retorno deste layout mais clean.

E não posso deixar de anotar aqui que Roraima continua em ebulição. Ontem à tarde o deputado federal Márcio Junqueira (DEM), que teve parte da sua campanha financiada pelos rizicultores que protestam contra a homologação da demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol e contra a prisão do “arrozeiro” Paulo César Quartiero, comandou uma grande carreata pela cidade de Boa Vista.

O objetivo da manifestação foi chamara a atenção da sociedade, da imprensa e pedir a intervenção do Exército Brasileiro na região em conflito. Pelo menos os holofotes da mídia ele, Junqueira, conseguiu atrair.

Bom dia e um abraço a todos que passarem por aqui!

Piada sem graça

10 maio, 2008 por Luiz Valério

Chamar o PFL de Democratas é uma grande piada.

Grupo de Humor Melhores do Mundo em entrevista ao Programa do Jô.

Os rapazes do Melhores do Mundo têm toda razão. O DEM é um partido composto por políticos conservadores, de uma visão retrógrada e que, na maioria, tem passado político nada exemplar.

Obrigado por visitar o Política com Pimenta. Volte sempre e, se gostou, ajuda e divulgar o blog.

A camaleonice do PMDB

8 maio, 2008 por Luiz Valério

O camaleonismo do PMDB começa a preocupar o presidente Lula no que diz respeito à sucessão de 2010. Como o partido do líder do governo no Senado, Romero Jucá, resolveu apoiar Gilberto Kassab (DEM) à reeleição em São Paulo, o presidente Lula já começa a articular uma chapa Dilma Roussef/Ciro Gomes para a concorrer a sua sucessão. De uma coisa já se sabe: o PMDB é um partido oportunista. Está sempre aliado ao poder, não importando a cor partidária de quem exerce o cargo. Não é, senador Jucá?

Roraima: pauta permanente

8 maio, 2008 por Luiz Valério

Faz mais de duas semanas que Roraima está em evidência na mídia nacional. Desde que os ânimos se extaltaram devido à questão da homologação da demarcação em área contínua da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol e da suspensão da operação Upatakon 3, que faria a retirada dos nãó-índios da área pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o olhar da “grande mídia” se voltou para cá.

Um dos hotéis da cidade está repleto de repórteres das grandes redes de televisão e dos jornais do eixo Rio/São Paulo. Todos em busca de informações sobre os conflitos que se desenrolam na região do Surumu, onde fica um das fazendas do rizicultor Paulo César Quartiero.

A prisão por formação de quadrilha e o deslocamento de Quartiero para a sede da Polícia Federal, em Brasília, tem causado revolta na elite local. Políticos de todos os matizes ocupam a tribuna da Câmara Federal, da Assembléia Legislativa e da Câmara de Vereadores de Boa Vista para tecer comentários sobre o assunto e condenar a ação da PF e do governo federal.

Nisso tudo uma coisa é certa: qualquer que seja a decisão do STF sobre o assunto, a questão não estará resolvida e solucionada. Se a decisão do Supremo for favorável aos “arrozeiros”, os indígenas ligados ao Conselho Indígena de Roraima (CIR) vão acionar as instâncias internacionais para pressionar o governo brasileiro e continuarão a fazer muito barulho. Se o STF decidir de forma a satisfazer o CIR, mantendo a demarcação contínua como foi decidido pelo rpesidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005, serão os rizicultores que continuarão a protestar.

Fico analisando os discursos, os posicionamentos e vejo o quanto de despreparo há em boa parte dos atores políticos locais para debater a questão mais a fundo. Ficam na argumentação raza de querer ofender o governo federal com frases feitas e tal. Se os homems públicos de Roraima tivessem agido de forma mais inteligente na década de 1990, quando a demarcação da TIRSS foi feita, ainda no governo Collor de Melo, talvez a situação hoje fosse diferente. Por outro lado, não se pode negar o direito constitucional dos índios à terra. Se 1,7 milhão de hectares é muita terra para pouco índio, aí já é outra história.

A demarcação em ilhas talvez fosse mais racional. Caberá ao STF decidir sobre isso. Mas a sua decisão não será, repito, na solução definitiva da questão. Isso porque existe muito preconceito disfarçado contra os indígenas em Roraima por um lado e, por outro, uma boa parcela dos índios foi coopetada por empresários do agronegócio com subempregos mal remunerados e estes vêem isso como a redenção das suas vidas. Os dois lados da disputa pela área já demonstraram que não sabem respeitar as leis. É, portanto, uma situação extremamente delicada.

Dêem o título que quiser

7 maio, 2008 por Luiz Valério

Adotei Roraima como terra de morada e trabalho em 2002, quando cheguei vindo do Ceará.
Esta é uma terra boa pra se viver, um estado jovem que pode dar certo, caso a qualidade dos seus homens públicos melhore. A situação hoje é precaríssima.
Minha postura em relação aos gestores do destino de Roraima é cética, porque devido ao isolamento do restante do país é perceptível como boa parte dos políticos locais tratam a coisa pública como se fosse o quintal da sua casa.
Acho engraçado os olhares enviezados que recebo, quando exponho minha opinião sem nenhum sofisma com relação a temas polêmicos do dia-a-dia local.
Tenho sempre a impressão que a maioria das pessoas não entende a minha posição, sempre crítica e sem pender para um ou outro lado.
Desde muito jovem, nunca gostei de fazer parte de grupos, facções, partidos, sindicatos, associações, religiões, etc. Gosto de pensar por mim mesmo. Certo ou errado, mas seguir o que considero ser o caminho.
Por isso não me prendo a ideologias, não defendo lados e sempre busco analisar as questões de forma fria, racional, criticando o que deve ser criticado e reconhecendo o que deve ser reconhecido como virtuoso. Não estou preocupado em agradar.
Mas aqui em Roraima o comum é ter um lado, defender um grupo, se doar a esse grupo e para muitos puxar saco, lamber botas, servir de capacho. Não faz parte da minha personalidade ser assim. Por isso fico meio à deriva, uma ovelha sem rebanho.
O que escrevo incomoda porque escamotear a verdade, esconder pensamentos e sentimentos é o habitual para se dar bem por aqui. A sinceridade atrapalha. Dizer verdades é pecado, motivo para exclusão. Mas não ligo, sou uma atalho de mim mesmo. Quando fecham-se as portas, trato de quebrar a parede e fazer a minha própria passagem. Tem sido assim desde sempre.

Governo anuncia entrega de casas para junho e julho

7 maio, 2008 por Luiz Valério

O Governo de Roraima, através da Secretaria de Gestão Estratégica e Administração (Segad), divulgou agora há pouco release anunciando a entrega de 600 unidades habitacionais para servidores públicos inscritos no Programa Habitacional do Servidor (PHS). A entrega das casas deve acontecer, conforme a secretária Ana Lucíola, nos meses de junho e julho.

O despacho da Segad diz que as obras dos conjuntos residenciais Jardim Floresta e Cruviana seguem em ritmo acelerado. Diz o release:

“A obra já está na fase de acabamento, com reboco e colocação do piso nos apartamentos. Em junho está previsto a entrega das 312 unidades do residencial Jardim Floresta, localizada no bairro Caranã. Em julho será a vez das 288 unidades do residencial Cruviana, que está sendo construída no bairro Cidade Satélite”.

Para que as casas sejam entregues, a Caixa Econômica Federal solicitou da secretaria a relação dos servidores que se cadastraram no programa habitacional e dados pessoais como nome completo, número de identidade, CPF, data de nascimento, endereço residencial e telefone de contato e para servidores casados ou em união estável deverá constar também o nome do cônjuge e seu CPF.

Para poder receber a casa o interessado deverá ser servidor efetivo, ou servidor federal à disposição do estado; brasileiro nato ou naturalizado; ser maior de 18 anos ou emancipado; ser detentor de visto permanente no país, no caso de estrangeiro; capacidade de pagamento compatível com as despesas mensais do arrendamento. Não pode ser proprietário de imóvel.

O valor total do imóvel é de R$ 33.000,00. Outro requisito para ter direito à casa é possuir uma renda comprovada no mínimo de R$850,00 e máxima de R$ 1.800,00. O valor das prestações é de R$ 247,83.

Turbulência na Raposa/Serra do Sol

7 maio, 2008 por Luiz Valério

Como era de se esperar, a situação na Raposa/Serra do Sol em Roraima chegou ao ponto extremo. Índios agredidos à bala, Paulo César Quartiero, rizicultor e prefeito de Pacaraima, município loclizado na fronteira com a Venezuela e epicentro do conflito, detido por formação de quadrilha, e um tumultuo generalizado por outros indígenas que não concordaram com a prisão dele.

Faz tempo que venho dizendo que a exacerbação dos ânimos de um e de outro lado resultaria em violência. Quartiero prega a violência para retroagir o efeito da demarcação contínua da Raposa/Serra do Sol desde a homologação da Terra Indígena pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005. Já naquele ano, tão logo foi anuncada a assinatura do ato homologatório, o mesmo Quartiero liderou um movimento que fechou estradas e causou tumultuo de uma semana em Roraima.

Os indígenas ligados ao Conselho Indígena de Roraima (CIR) também contribuíram para qu a situação chegasse ao ponto que chegou. Se havia sido firmado um acordo para esperar uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão da revisão ou não da homologação contínua da Raposa/Serra do Sol, o CIR jamais poderia ter incentivado a invasão da fazenda de propriedade de Paulo César Quartiero.

Uma convicção eu trago comigo sobre esse questão polêmica: não há inocentes nessa história. Cada integrante de um e outro grupo age movido por interesses que nem sempre estão focados no bem estar o povo indígena, que nunca teve tantos porta-vozes como agora. ONGs ditas indigenistas e rizicultores movem-se na defesa estrita dos seus interesses financeiros e ideológicos. Nada de defesa da soberania nacional. Nada de defesa dos direitos dos povos indígenas. De um e de outro lado há muita falácia.

Faroeste caboclo

6 maio, 2008 por Luiz Valério

O tão anunciado derramamento de sangue começou na Terra Indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima.

Indígenas que querem a saída dos não-índios da região ocuparam a fazenda de propriedade do rizicultor Paulo César Quartiero e foram recebidos à bala.

Saldo: dez feridos.

Quartiero diz que fará justiça e segurança com as próprias mãos. Ou jagunços.

E Roraima sempre na mídia de forma negativa. Índio ferido é sinônimo de pressão internacional de organismos como a ONU.

Com violência não se respolve nada. Só se complica mais a situação.

Na sua irracionalidade, Paulo César Quartiero manda atirar nos índios e acerta seu próprio pé. Esta é a sinopse de uma novela que caminha para a tragédia.

Obras e eleições

5 maio, 2008 por Luiz Valério

A edição de número 27 do informativo institucional da Prefeitura de Boa Vista traz como manchete “Município realiza o maior conjunto de obras da história de Boa Vista”, com uma foto de operários trabalhando um serviço de drenagem num bairro periférico da Capital. Atentem para o tom apelativo da manchete.

A chamada desta que, logicamente, é a matéria principal diz: “A prefeitura beneficiará moradores de quatro bairros com asfaltamento, drenagem, rede de esgoto e construção de casas populares. (…) Milhares de famílias terão uma vida melhor após a conclusão dos serviços”.

Tudo bem, são obras de extrema importância e que há anos Boa Vista necessitava. Pena que elas só são realizadas quando se aproxima o período eleitoral. É o velho hábito tacanho dos políticos brasileiros.


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