Prisão de tenente-coronel reflete briga pelo poder na PM

22 maio, 2008 por Luiz Valério

A prisão em flagrante do tenente-coronel Paulo Lhamas sob acusação de insubordinação, desrespeito e desacato à autoridade do comandante-geral da Polícia Militar Márcio Santiago, na manhã de ontem, é um episódio que tem significado maior do que parece à primeria vista.

Trata-se do reflexo ou desdobramento da luta pelo poder dentro da corporação. Privo da amizade do tenente-coronel Lhamas e, por mais de uma vez, ele me confidenciou que acalenta o sonho de um dia poder chegar ao posto de comandante-geral da PM.

Para isso, tem trabalhado de forma inovadora, buscando uma maior aproximação com a sociedade, fazendo um trabalho de orientação e educação cidadã através de artigos em sites e colaborações em programas de rádio e televisão. Isso incomoda muita gente, diga-se de passagem.

O seu desejo de implantar um novo trabalho na Polícia Militar tem alguns adeptos e um outro tanto de adversários. Aliás, ao longo dos anos Lhamas tem pago um preço alto pelas idéias que dissemina. Essa não é a primeira vez que é preso. Sofreu perseguição contumaz durante os governos do falecido Ottomar Pinto. Teve que entrar na Justtiça para conseguir promoção. Um outro detalhe: Lhamas tem certa aproximação com o grupo de Romero Jucá, que até bem pouco tempo era adversário de sangue e fogo do governo estadual.

Esse é o contexto invisível das disputas intrnas da Polícia Militar que o cidadão comum não consegue perceber, pois que se passa, digamos, nos subterrâneos da caserna. É preciso ter uma certa rede de contatos e um sem número de fontes para conseguir chegar às verdades ocultas do poder em Roraima, quer seja na seara militar ou civil. Embaixo do tapede há muito mais lixo do que supõe a nossa vã filosofia.

Imprensa, poder e ética

25 abril, 2008 por Luiz Valério


Um dos principais questionamentos feitos pelos meus alunos nas aulas de Ética e Legislação em Jornalismo é com relação ao que eu acho da qualidade da imprensa roraimense. Às vezes penso que o questionamento é feito para me testar, mas sempre respondo de forma honesta.

Digo-lhes que a exemplo do que ocorre com os veículos de Comunicação do país inteiro - nessa busca frenética e às vezes irresponsável por audiência - a qualidade da imprensa local deixa muito a desejar. Aliás, tem caído vertiginosamente. A programação televisiva aqui e alhures é péssima, de um sensacionalismo nauseante.

Em nível nacional, o que demonstra bem a característica sensadionalista da mídia é a cobertura do “caso Isabela Nardoni”. A imprensa brasileira, levada por certo exibicinismo dos responsáveis pela investigação do caso - o que me faz lembrar, inevitavelmente, o emblemático caso da Escola Base - está partindo para um prejulgamento perigoso.

Pois é. Aqui em Roraima a situação é mais delicada devido à falta de disposição dos proprietários de veículos de Comunicação em investir nos departamentos de jornalismo. Quando o fazem - e só o fazem - em período pré-eleitoral é com a clara intenção de influenciar na decisão dos eleitores ou de atacar os seus adversários.

A propósito, está bem próximo o período em que os apresentadores de rádio e televisão - que sempre se colocam no papel de cães-de-guarda amestrados na defesa dos ineteresses dos seus patrões - começarão a esbravejar nas ondas eletromagnéticas. Ou, de outro modo, a linha editoral dos programas noticiosos, que já é tosca desde a sua concepção, passará a ser ainda pior.

Mas, como eu disse, o panorama é este no país inteiro. Tudo porque grande parte das concessões de emissoras de rádio e televisão está exatamente nas mãos de políticos ou de parentes e aderentes e demais sujeitos alaranjados.

Imagem: Spectrum Weblog

CIR lança manifesto pela desintrusão da Raposa/Serra do Sol

17 abril, 2008 por Luiz Valério


Foto: Platão Arantes

O Conselho Indígena de Roraima (CIR) divulgou agora há pouco um manifesto no qual faz o lançamento do movimento “Terra Livre” pela retirada dos não índios da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol. O movimento reclama a consolidação da homologação da reserva indígena, com a retirada dos “brancos” e rizicultores da região.

Como estratégia de mobilização, o CIR vai fazer a ocupação da maloca do Barro, antiga Vila Surumú, com 300 índios como forma de pressionar o governo federal para fazer a retirada dos rizicultores da área. Conforme o manifesto do CIR, a expectativa é chegar aos “a 5.000 índios dispostos a defender a terra dos ataques terroristas dos invasores”.

Na semana passada o Supremo Tribunal Federal (STF) em atendimento a um recurso impetrado pelo governo de Roraima, decidiu, por unanimidade, mandar suspender a Operação Upatakon 3, que tinha por objetivo fazer a retirada dos não-índios da Raposa/Serra do Sol. A medida desagradou ao CIR e culminou com o movimento que ora se inicia.

Leia abaixo a íntegra do manifesto do Conselho Indigena de Roraima:

Terra Livre: resistir até o último índio
Nós, comunidades indígenas da Raposa Serra do Sol, iniciamos a partir de hoje, 18 de abril, o movimento “Terra Livre: resistir até o ultimo índio”, com o objetivo de consolidar o decreto de homologação da Raposa Serra do Sol, assinado há mais de três anos pelo presidente da República.

A partir desta data, 300 indígenas estarão acampados na maloca do Barro, que um dia já foi chamada pelos ‘brancos’ de vila Surumu ou Vila Pereira. Caso não seja respeitado o decreto de homologação, o nosso movimento chegará a 5.000 índios dispostos a defender a terra dos ataques terroristas dos invasores.

Nós, em nossas assembléias, decidimos dar 48 horas para o invasor da nossa terra, Sr. Paulo César Quartieiro deixar espontaneamente a terra indígena Raposa Serra do Sol, uma vez a Funai já depositou o valor de sua indenização em juízo. Com isso entendemos, se o mesmo quiser questionar o valor da indenização que seja fora da terra indígena Raposa Serra do Sol.

Há mais de trinta anos sofremos com num dramático processo de reconquista das nossas terras, que acreditávamos seria concretizado pelo Estado Brasileiro, em cumprimento à Constituição Federal. Porém, fomos surpreendidos por uma medida judicial, que em caráter liminar impediu, provisoriamente, a retirada dos invasores da nossa terra.

Chega de tanto sofrimento, já esperamos demais! Tivemos calma, muita paciência e confiança nas autoridades, mas agora basta! Podemos decidir sobre o nosso futuro e tomar providências, com a união do nosso povo, estamos pedindo gentilmente que os outros invasores que já receberam suas indenizações e aqueles que estão com suas indenizações depositadas em juízo, deixem a nossa terra livre.

Também queremos trabalhar e desenvolver para contribuir com o crescimento sócio-econômico do estado de Roraima e do Brasil. Chega de sermos acusados de atrapalhar o desenvolvimento do Estado de Roraima! Chega de tanta discriminação e preconceito contra os povos indígena de Roraima. Somos cidadãos brasileiros em pleno exercício dos nossos direitos.

Queremos punição aos culpados pelas destruições das comunidades indígenas Jawari, Homologação, Brilho do Sol, Retiro Tai Ta (ano 2004) e Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol (2005) e todos os outros crimes ocorridos em nossa terra, principalmente os atentados terroristas dos últimos dias.

Assinam:

Comunidades Indígenas da Raposa Serra do Sol”

Pronera leva educação a assentados do Incra

15 abril, 2008 por Luiz Valério


Nove mil e quinhentas pessoas foram beneficiadas pelo Programa Nacional de Educação Na Reforma Agrária (Pronera), em Roraima, nos oito anos de implantação da iniciativa no Estado. A nível nacional o Pronera já vem sendo executado há dez anos.

Os números foram passados hoje pela manhã pela cúpula do Instituto Nacional de Colonização e Roforma Agrária em audiência pública realizada na Assembléia Legislativa roraimense.

Conforme os dados repassados pelo Incra, atualmente existem 54 mil pessoas estudando nos 134 cursos espalhados pelo Brasil nas mais diversas áreas do saber.

Uma das metas da Superitendência do Incra em Roraima, que tem à frente o ex-deputado petista Titonho Beserra, é vencer o analfabetismo nas áreas de assentamento do governo federal e promover a qualificação de jovens a partir dos 15 anos e adultos.

Nos oito anos de atuação do pronera em Roraima, 9.564 assentados e filhos de assentados tiveram acesso a escolas e universidades convenidadas.

“Desse total, 600 tiveram acesso este ano à alfabetização, outros 600 estão cursando da 5ª a 8ª série do ensino fundamental e 200 concluem o segundo ano do Curso Normal Superior, equivalente ao Curso de Pedagogia”, informa a Assessoria de Comunicação do Instituto.

1)Nota do editor: a divulgação destas informações neste post faz parte da participação deste blog na Campanha da Blogosfera contra o analfabetismo.

2)Nota do Editor: dia 18 tem blogagem coletiva sobre o assunto. Não perca!

Tratamento desigual gera insatisfação

14 abril, 2008 por Luiz Valério

O burburinho do momento aqui em Boa Vista (RR) é a insatisfação de parte do funcionalismo público em relação ao aumento concedido a determinadas categorias de servidores e a outras não.

Não suportando a presão dos policiais civis, que sempre chantageiam o governo com ameaça de greve, o governador Anchieta Júnior concedeu um aumento de 45% aos delegados, sendo que os agentes de polícia receberam uma correção inferior.

Logo, a insatisfação já começou por esse tratamento diferenciado dentro da própria Polícia Civil.


Agora, outra parcela do funcionalismo público já ameaça paralisar as atividades porque não foi beneficiada pelo aumento salarial.

A secretária de Gestão Administrativa, Ana Lucíola, foi entrevistada pela jornalista Eudiene Martins, ao meio dia de hoje, em seu programa na Rádio Tropical FM, e disse que outras categorias de servidores também terão aumento. Que os projetos a serem enviados à Assembléia Legislativa estão em elaboração.

Houve uma categoria, que é estratégica para o desenvolvimento de qualquer estado, de qualquer nação que se pretenda desenvolvida ou que busque o desenvolvimento, que também ficou de fora do aumento: a de professor.

É bem verdade que os profissionais de educação foram beneficiados com um Plano de Cargo, Carreira e Remuneração, no ano passado. Mas se formos comparar os salários de um professor com o de um delegado de polícia, por exemplo, dá para entender a insatisfação.

Veja só: um professor ganha um salário mensal de R$ 1.547,00 por 22 horas/aula. Recebe ainda uma gratificação de pouco mais de 500 reais, perfazendo um salário total de dois mil e pouco. Sobre o salário base dos professores ainda é descontado 11% para o Instituto de Previdência do Estado de Roraima (IPER), dinheiro esse que ninguém sabe explicar como é aplicado.

Enfim, 2.000 e poucos reais pagos a um professor é bem diferente de um salário de mais dos 8.000 reais recebidos por um delegado de polícia. É a velha desvalorização da educação num país aonde o ensino sempre vai de mal a pior.

Hipocrisia orgânica

6 abril, 2008 por Luiz Valério

Tornou-se corriqueiro vermos parlamentares acusando o governo e políticos opositores de não respeitar a Constituição de 1988.

Aqui em Roraima já virou lugar comum ouvirmos deputados e senadores dizer que o presidente Lula não respeita o pacto federativo, previsto na Carta Magna, em decorrência do que chamam de intervenção federal no estado por conta da desintrusão da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol.

Porém, parte destes mesmos políticos desrespeita igualmente a Constituição ao serem detentores de concessões de emissoras de rádio e televisão.

É sabido de todos quantos têm interesse em se inteirar do assunto que a maioria dos veículos de comunicação do país, e em Roraima não é diferente, está nas mãos de políticos e seus famíliares numa total afronta ao texto constitucional.

Logo, ao que parece, a hipocrisia está presente no DNA de determinados políticos.

Governar Roraima é fácil, diz Anchieta Júnior

1 abril, 2008 por Luiz Valério

O governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB), disse durante a solenidade de lançamento da primeira etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, no município de Iracema, que está disposto a conversar com qualquer político que possa ajudar a solucionar os problemas enfrentados pelo estado, inclusive adversários.

Essa foi mais uma forma de justificar a sua aproximação do grupo político do senador Romero Jucá, com quem o seu antecessor, Ottomar Pinto, falecido em dezembro, tinha divergências ferrenhas.

Sem citar nomes, ele disse que um senador tem lhe ajudado a manter contato com ministros do governo Lula para tratar das questões locais. “Se for para o bem de Roraima eu vou conversar com politicos, mesmo adversários, mesmo de outros estados. Critique quem quiser”, disse.

Para Anchieta Júnior, governar um estado com 400 mil habitantes como Roraima é fácil. “Afinal, 400 mil habitantes é um bairro das grandes cidades”, comparou.

Fazendo uma auto-análise do seus 90 dias de governo, Anchieta disse que se alguém tinha alguma dúvida da sua capacidade para administrar o Estado de Roraima, ele já tem certeza que essa dúvida se dissipou.

Jucá dá as cartas

31 março, 2008 por Luiz Valério

Já falei bastante sobre esse assunto aqui no blog, mas olhando agora a capa do jornal Folha de Boa Vista de sábado (29) me senti motivado a retornar ao tema.

É o seguinte: o governador Anchieta Júnior (PSDB) está imprimindo uma cara totalmente nova e descolada do perfil do seu antecessor - Ottomar Pinto - à administração estadual.

E essa nova feição tem em sua composição orgânica DNA jucariano. Não é difícil perceber isso, observando fatos e ocorrências aparentemente corriqueiras e desimportantes no âmbito governamental.

Por exemplo: depois do rompimento entre Jucá e Ottomar, após as eleições de 2002, tornou-se impensável (e nunca havia ocorrido) o convite para que Romero Jucá participasse de qualquer ação ou solenidade do governo estadual.

Pois bem. Na possse do novo secretário de Segurança Pública, Cláudio Lima, egresso dos quadros da Polícia Federal, reduto onde Jucá tem reconhecida influência, lá estava o senador peemedebista compondo a mesa das autoridades.

Quando da repercussão em torno da aproximação entre o govenrador Anchieta Júnior e o casa Jucá (Romero e Teresa), o senador do PMDB disse que o namoro nada tinha a ver com acertos para as eleições municipais deste ano. Tratava-se, segundo ele, tão e somente de um acordo no campo administrativo. Apenas, entendem?

Está certo. Mas esse acordo significa a indicação de nomes pertencentes ao seu grupo político [do Jucá] e sobre as quais exerce influência para cargos estratégicos da máquina administrativa estadual. Cláudio Lima é apenas um exemplo disso. Outros ainda virão.

Interesses cruzados I

27 março, 2008 por Luiz Valério

Os taxistas que trabalham na modalidade lotação em Boa Vista (RR) já estão de orelha em pé com as informações que circulam nos bastidores, segundo as quais o prefeito Iradilson Sampaio (PSB) vai distribuir mais 150 alvarás para a exploração do serviço na capital roraimense.

Fontes do blog afirmaram que tem, inclusive, vereadores salivando loucos de vontade de conseguir mais alguns documentos. É isso mesmo, há vereadores que são detentores de alvarás de táxi lotação.

O Ministério Público precisa ficar atento a isso. É preciso saber até onde os interesses públicos estão se cruzando com os interesses privados. Afinal, tem uma eleição apontando bem aí na esquina dos dias.

Interesses cruzados

27 março, 2008 por Luiz Valério

É comum lobistas atuarem no Congresso Nacional, depois de apoiarem a campanha dos então candidatos e agora deputados e senadores, em defesa de seus interesses empresariais e financeiros.

Em Roraima, os lobistas são os próprios deputados.

Na legislatura passada, um parlamenter sempre defendia a criação de uma bacia leiteira no sul do estado, abrangendo o município São João da Baliza, onde ficam suas terras e seu reduto eleitoral.

Outro, defendia a aprovação de projeto para a produção de fécula de mandioca em Amajari, sua terra natal. Um terceiro, proprietário de escolas e lojas de equipamento de informática, pleiteava a adoção, pelo governo estadual, de um programa de “inclusão degital” para detentos. E por aí vai.

Na atual legislatura, um deputado sempre se pronuncia defendendo o setor de transportes, ramo do qual é empresário. E por aí vai.

Por aqui é o seguinte. Na falta de tu, vai tu mesmo. Ou seja, os parlamentares são lobistas de si mesmo.

Casa vazia

27 março, 2008 por Luiz Valério

Não são apenas os nossos parlamentares congressistas que têm o hábito de esvaziarem o Plenário do Congresso não. Muitas vezes, fatigados de tanto trabalhar pelo país (nossa, como eles trabalham!) os parlamentares se ausentam das sessões ordinárias devido a compromissos inadiáveis.

Pois é. Nas assembléias legislativas também acontece dessas coisas. Passou o feriadão da Semana Santa, e alguns deputados roraimenses parece que ainda não conseguiram digerir as iguarias pascoalinas.

Desde terça-feira, as sessões têm ocorrido com poucos parlamentares. O plenário da Assembléia Legislativa fica praticamente vazio, como mostra essa foto abaixo:

Às 10h27, por exemplo, o painel acusava a presença de 18 dos 24 deputados, mas apenas 11 participavam da sessão efetivamente. As ausências têm sido frequentes. Alguns deputados pouco têm sido vistos na Casa.

Tiroteio verbal entre deputados e imprensa

27 março, 2008 por Luiz Valério

Ontem a deputada estadual e líder do governo na Assembléia Legislativa, Aurelina Medeiros (PSDB), usou a tribuna da Casa para acusar a imprensa de suposta falta de interesse pelos problemas que dificultam o desenvolvimento de Roraima, como é o caso da questão fundiária.

Numa espécie de contra-ataque ao jornal Folha de Boa Vista, que publicou no início da semana uma matéria toda baseada em declarações off de record, segundo a qual deputados estariam insatisfeitos com a atuação de Aurelina como líder governista, a parlamentar disse que o proprietário do jornal, o economista Getúlio Cruz, nunca deu explicações para as acusações publicadas em nível nacional de que ele teria participado de esquema de desvio de recursos da empresa Frango Norte, financiada pelo Banco da Amazônia.

Hoje, numa contra-ofensiva, a coluna Parabólica, escrita pelo próprio Getúlio Cruz ou sob sua recomendação e a mais prestigiada da Folha, disparou petardos pesados contra a Assembléia, numa clara medição deforças.

São os interesses cruzados agindo de um para outro poder - tomando-se,claro, a imprensa como o quarto poder. Qual será o próximo capítulo deste duelo?


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