Acidente tira vida de sete e empresa lamenta ocorrido

18 agosto, 2008 por Luiz Valério

O final de semana foi de tristeza para familiares das pessoas que vinham de Manaus para Boa Vista a bordo de um ônibus empresa Amatur. A versão da imprensa local informa que o motorista do ônibus que trafegava na BR-174 foi surpreendido por “um veículo de grande porte” que vinha na contra-mão. O tipo de veículo não foi especificado nas matérias do jornal.

No entanto o prejuízo em relação á perda de vidas humanas foi dos maiores. O saldo negativo do acidente foi de sete mortos e 22 feridos, muitos em estado grave.

O acidente ocorreu à altura do quilômetro 450 da BR-174, na cabeceira da ponte sobre o rio Mucajaí. Uma das vítimas foi uma criança do sexo feminino com apenas 40 dias de vida. Ela foi arremessado pela janela do ônibus devido à violência do acidente.

Hoje, a direção da empresa Amatur, que pertence ao deputado estadual Remídio Monai, dovulgou uma nota de pesar lamentando o ocorrido. Abaixo, segue a íntegra da nota:

“A empresa Amatur Turismo LTDA, há 18 anos em Roraima, vem de público externar sentimentos de pesar a todos que tiveram parentes e conhecidos envolvidos no acidente ocorrido na BR-174.

Reafirmamos nosso compromisso de prestar toda a assistência necessária neste momento de dor e nos colocamos a disposição dos familiares para o que for necessário.

Nossos profundos agradecimentos ao Corpo de Bombeiros e profissionais de saúde que atenderam as vítimas. E aos amigos e colaboradores pelo apoio neste momento difícil.

A Diretoria “

Uma conversa descontraída com Tiago Dória

8 agosto, 2008 por Luiz Valério

 

Foto: Arquivo pessoal

Ele é muito jovem, mas bastante experiente e descolado na sua profissão. Jornalista por formação e blogueiro por opção, Tiago Dória é um dos poucos habitantes da blogosfera brasileira que pode viver exclusivamente da sua atividade blogueira. Sua entrada no mundo tecnológico se deu ainda na ‘meninice’, quando passava o tempo jogando Atari e Master System. Daí foi um passo passo para começar a gostar de tecnologia, informática e internet, como ele mesmo relembra.

Para Tiago Dória, a maior atração do “mundo tecnológico” é “a sua capacidade de resolver problemas, mas também de criar fetiche”. Sucesso inconteste na Internet brasileira, nosso entrevistado tem seu blog hospedado no Portal IG desde 2005, quando recebeu o convite para integrar o time da casa. O Tiago Dória WebLog no IG é leitura obrigatória para quem quer saber das novidades tecnológicas. Sempre bem informado, Tiago diz que o mundo dos blogs tem lhe propiciado uma gratificante experiência de ensino/aprendizagem.

Sobre o futuro dos blogs, ele observa que “toda ferramenta tecnológica tem um pico de adoção e depois estabiliza. Com a televisão e os celulares foi assim. Com os blogs não será diferente”. Numa entrevista recente ao Cadeno Link, do Estadão, Tiago, disse que está chegando a hora da depuração da blogosfera brasileira. Leia, a seguir a entrevista entrevista que fizemos com um dos blogueiros mais ilustres do país:

Política com Pimenta - Para começar o nosso papo, me conte um pouco sobre a sua infância. Como foi sua “meninice’ e o que o levou a se sentir atraído por esse mundo tecnológico?”.

Tiago Dória - Desde a infância sempre gostei de vídeos-games - Atari, Master System - que não deixam de ser computadores. Aí foi um passo para começar a gostar de tecnologia/informática/internet.

O que mais me atrai nesse “mundo tecnológico” é a sua capacidade de resolver problemas, mas também de criar fetiche.

É poder acompanhar esse ciclo pelo qual toda ferramenta tecnológica passa”: de pico de adoção, estabilização e depois uma familiarização que até esquecemos a sua existência.

P com P - Eu sei que você foi um dos primeiros blogueiros brasileiros… Qual foi o caminho percorrido até chegar ao mundo dos blogs?

TD - Como a maioria dos blogueiros, comecei sem muita pretensão. No começo, blogs eram vistos como “diários de adolescente” ou somente coisa de nerd.

Mudou um pouco quando o Noblat entrou em cena, montou o seu blog, e indiretamente mostrou que as coisas eram um pouco diferentes.

Montei o blog em 2003. E em 2005, recebi um convite do portal iG para levar o blog para lá, onde permanece até hoje.

Hoje percebo que existe uma visão contrária em relação aos blogs no Brasil. São vistos como ferramentas para publicação de notícias e debate de opiniões. Atualmente, parece que o estranho é você ter um blog no estilo “diário de adolescente”.

Em resumo, é um caminho onde tenho aprendido e ensinado bastante.

P com P- Numa entrevista ao Caderno Link, do Estadão, você disse que o fenômeno blog está ficando saturado (no Brasil) e que é chegada a hora da depuração, digamos assim. Fale um pouco mais sobre isso…

TD - Toda ferramenta tecnológica tem um pico de adoção e depois estabiliza. Com a televisão e os celulares foi assim. Com os blogs não será diferente. Acredito que aqui, no Brasil, estamos entrando nesse pico de adoção e daqui a pouco começa a fase de seleção natural.

P com P - Do ponto de vista teórico – e prático também – os blogs acabaram por provocar a fragmentação dos espaços públicos. Cada blog funciona como um canal de comunicação individual, uma tribuna que é usada para cada um comunicar o que quer. O que você pensa sobre isso?

TD - Realmente, os espaços públicos se fragmentaram com a popularização da web. Antes as discussões ficavam centradas em certos ambientes. Por outro lado, surgem ferramentas que tentam centralizar de novo as discussões em um único lugar, como o FriendFeed.

O que chama a atenção neste novo cenário é o surgimento de tantos blogs. É muita gente falando. Será que temos quantidade de pessoas para ouvir tudo isso?

“Toda ferramenta tecnológica tem um pico de adoção e depois estabiliza. Com os blogs não será diferente”

PcomP - E os blogs usados como ferramentas de marketing, de fidelização de clientes: é apenas moda ou uma tendência que veio para ficar?

TD - Acredito que seja uma tendência que veio para ficar, mas não é toda empresa que deve ou está preparada para utilizar blogs como ferramenta de marketing.

Antes, devem ser resolvidas outras questões internas, do ponto de vista estratégico e até hierárquico. Às vezes, o uso do blog como fidelização é apenas o passo final de toda uma reestruturação pelo qual uma empresa deve passar

PcomP - As grandes empresas parece estar quebrando a barreira do preconceito contra blogs e blogueiros e se abrindo para o diálogo e negócios. Na sua avaliação, qual será o futuro da publicidade nos blogs?

TD - Será o mesmo futuro da publicidade da internet em geral, cada vez mais, focada em nichos. Acredito que esse onda de post patrocinado vai acabar em breve.

Além de ser uma forma tradicional de publicidade, já está sendo mal vista pelo mercado. Foi uma tentativa, assim como o “email marketing”, que hoje praticamente é associado a spam.

PcomP - E o jornalismo, como aconteceu em sua vida? Você sempre quis ser jornalista ou a vida ligada ao mundo da comunicação – por meio dos blogs – te levou a fazer Comunicação Social?

TD - Tinha alguns amigos na área. E sempre gostei de ler, mas do que escrever, e de estar contato com vários tipos de pessoas. Na minha visão, o jornalismo é uma profissão que proporciona essa experiência. De manhã, você pode estar entrevistando o Ministro da Economia e à tarde o cara que recolhe lixo nas ruas. E isso é um dos aspectos mais interessantes na prática do jornalismo: essa mobilidade social, essa possibilidade de conhecer pessoas de várias culturas e classes sociais.

Fiz Comunicação Social antes de montar o blog. O blog foi criado no meu último ano de faculdade

PcomP - Tiago, qual a sua avaliação do impacto dos blogs nos processos de comunicação? Você concorda com a tese de uma revolução sem volta que vai levar os jornais impressos à extinção, segundo alguns teóricos?

De jeito nenhum. Se os jornais acabarem um dia será devido a má administração. O principal efeito prático dos blogs para o jornalismo é que ele trouxe uma nova geração de jornalistas e formadores de opinião. Criou um novo mercado de opinião e colocou novos atores sociais no mercado.

Antes você tinha que bater na porta de uma Folha de S Paulo ou de uma CNN para fazer nome no jornalismo. Hoje você pode fazer o seu próprio nome, a sua própria marca, na rede.

PcomP - E o jornalismo participativo ou cidadão… Para você é uma onda passageira ou algo que ficará para sempre? Na sua opinião, quais mudanças deverá acontecer nesse processo de participação do “sujeito comum” na produção de conteúdo?

TD - O termo “jornalismo participativo” em si é mais moda. Participação existe há um bom tempo no jornalismo, seja por meio da carta dos leitores, dos repórteres-ouvintes nas rádios ou dos cinegravistas amadores. Jornalismo participativo sempre existiu.

O que acontece hoje é que essa participação acontece em larga escala. Teoricamente, o efeito da intensificação desse processo de participação será um jornalismo melhor e que atenda mais aos problemas e às necessidades dos usuários.

Outro provável efeito é que nos acostumaremos com um processo de produção de conteúdo não linear, onde não existirá uma matéria/cobertura com começo, meio e fim.

O processo de produção sempre estará aberto e será atemporal. Uma pessoa poderá contribuir para uma matéria que foi publicada há 2, 3 anos. Dependendo dessa contribuição, a matéria poderá ser reavivada.

PcomP - As tecnologias de comunicação se aperfeiçoam e são substituídas por novidades numa velocidade alucinante. Como você vislumbra a vida do que chamo de “homo tecnologycus” em 2050, por exemplo?

TD - Ainda temos muito chão pela frente. Acredito que a única certeza é que até lá a internet será uma tecnologia tão familiar e indispensável que esqueceremos a sua existência. Semelhante à energia elétrica, só lembraremos que ela existe quando faltar.

PcomP - Como você se informa sobre as tantas novidades que surgem no mundo d tecnologia diariamente?

TD - Vario muito as fontes e me informo de várias formas. Poder ser desde aquela conversa pelo messenger até aquele off numa festa.

Na internet, busco não fazer uma navegação muito certa. Gosto de usar sistemas como o Technorati e sempre dou uma passada nos sites do NYTimes, WSJ, Guardian e ElPais.

PcomP - Como é o dia do Tiago Dória desde o acordar até o final do expediente, quando você pode dizer: enfim, terminei mais um dia de trabalho?

TD - O meu dia-a-dia é bem incerto. Até no horário de acordar e dormir. Faço meu próprio horário de trabalho. Às vezes, estou escrevendo um post num avião, outras vezes do meu quarto, ou ainda de algum café. Não existe lugar muito certo para trabalhar.

No meu dia-a-dia, procuro aproveitar ao máximo a mobilidade e atemporalidade que as novas tecnologias proporcionam. Como toda atividade intelectual você não pára, não tem como desligar o cérebro.

PcomP - Tiago, obrigado pela entrevista. Deixe a sua mensagem para os “cuecas blogueiros de plantão”, como diria o ‘filósofo-global-da-cultura-pop-televisiva’, Luciano Huck.

TD - Procurem trabalhar com que mais gostam, façam diferença na vida de seus leitores.

Aprimorando os conhecimentos sobre Jornalismo Digital

25 julho, 2008 por Luiz Valério

Conclui a minha primeira semana do curso de introdução ao Jornalismo Digital, oferecido pelo Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas. O Centro Knight mantém o blog JORNALISMO NAS AMÉRICAS, que faz o monitoramento das investidas censoras contra o exercício da profissão de jornalista no continente.

Tive a sorte de ser classificado entre os 30 selecionados pela instituição. Ao todo se inscreveram 150 candidatos. Pensei que não fosse ser selecionado, mas para o meu deleite fui escolhido.

O professor do curso é ninguém menos que o mestre Carlos Castilho, um dos diretores do Observatório da Imprensa e professor dos cursos de Jornalismo Online e Processos Multimídia, nas Faculdades ASSESC (Florianópolis) e na Universidade do Texas (curso a distância).

Nos últimos anos tenho me dedicado a estudar o tema e cada vez mais me sinto motivado a seguir adiante com as pesquisas. Este curso com a chancela do Centro Knight me permitirá realizar um trabalho com melhor qualidade tanto aqui no blog quanto nos meus empregos como assessor de comunicação e professor de Jornalismo na Faculdade Atual da Amazônia.

O curso é à distância, usando os mecanismos de interação oferecidos pela web como sala de chat, vídeo-aulas, fóruns de discussão, blog-laboratório, enfim, uma perfeita simbiose entre teoria e prática.

São quatro semanas de aprendizagem teórica e prática. Participam do curso jornalistas que estão em Tel Aviv (Israel), como Renata Malkes, repórter e blogueira d’O Globo Online, e em Beijin, como é o caso de Janaina Silvaeira, que mantém o blog China in Blog. Outros 27 jornalistas se plugam ao curso de várias capitais brasileiras como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Florianópolis e Belém.

Uma maravilha, pois além da aprendizagem sobre um conteúdo importante para a nossa prátida diária, ainda é possível fazer intercâmbio de idéias com pessoas com as mais diferentes experiências profissionais.

Certamente, depois de concluído o curso, terei muito mais conhecimentos sobre interatividade, mídias digitais, recursos a serem utilizados neste blog para que possa exercer a minha função de jornalista digital como mais propriedade.

Update - Nessa minha nova fase de jornalista blogueiro além de retornar para o Blogger.com, pase a usar este lindo template desenvolvido pelo Usuário Compulsivo, a quem eu agradeço imensamente por disponibilizá-lo no seu blog.

Calar? Nunca, jamais!

22 julho, 2008 por Luiz Valério

Faz três dias que não consigo acessar o meu blog Política com Pimenta. Desde sábado que tento postar meus textos costumeiros e nada. O painel de controle não abre. Surge na tela sempre a mesma mensagem de serviço indisponível. Curioso é que os demais blogs que estão hospedados no mesmo host que o meu abrem e funcionam normalmente. Por isso, me passou rapidamente um pensamento de que eu poderia estar sendo boicotado. Não sei. Parece teoria da conspiração. O certo é que seja o que for, não vou e não vão me calar. Nunca! Mais que rápido, depois de tanto brigar com as máquinas e tentar acessar o meu blog anterior em vários lugares, lan house, etc, resolvi antecipar o meu projeto de trazer de volta o Blog Repórter. O bom dessa era digital que vivemos é que um pouco de conhecimento de Internet, códigos, etc. em pouco tempo conseguimos pôr no ar um novo blog para dizer tudo aquilo que tem que ser dito ou que desejamos dizer. Esse é o meu jornal pessoal. Aqui continuarei a fazer o jornalismo que acredito: crítico, analítico, apimentado, provocador. Seja bem vindo à minha nova casa digital.

Os coronéis da mídia se degladiam em Roraima

14 julho, 2008 por Luiz Valério

A imprensa roraimense, em quase sua totalidade, serve aos interesses dos poderosos.

Isso porque os proprietários dos veículos de comunicação local estão, quase todos eles, aboletados no poder.

Cada grupo político teu os seus veículos de comunicação, seus palanques eletrônicos que usam da forma como bem entendem. São deputados federais e senadores que burlaram a lei e se tornaram donos de concessões de rádio e televisão.

Por este motivo, quem acompanha o início da campanha eleitoral deste ano em Roraima está assistindo a um duelo midiático entre o principal jornal diário do estado - a Folha de Boa Vista - e o candidato do governo à prefeitura da Capital roraimense, Luciano de Castro (PR)

Faz dias que Castro, priprietário das concessões da Rádio Tropical FM e TV Tropical, acusa a Folha de Boa Vista, de propriedade do economista Getúlio Cruz, ex-governador de Roraima e atual secretário de Planejamento da Caípital roraimense, de estar atuando de forma parcial, com o objetivo de prejudicar a sua campanha a prefeito.

Isso porque o jornal divulgou informação do Ministério Público Estadual (MPE) de que uma adolescente de 13 anos teria citado em depoimento o seu nome como pertícipe do esquema de pedofilia desmontado parcialmente pela Polícia Federal. A garota teria afirmado ter mantido relações sexuais com Castro.

Desde então, o parlamentar e candidato a prefeito tem atribuído ao jornal de Getúlio Cruz a intenção de prejudicar a sua campanha. Os leitores mais desatentos talvez não saibam, mas o dono da Folha, como já citado acima, é secretário de Planejamento do Município de Boa Vista, cujo prefeito Iradilson Sampaio (PSB) é candidato à reeleição. Aí reside as suspeitas de Castro sobre as intenções do jornal ou do seu dono.

No último final de semana o candidato governista, Castro, fez circular um panfleto no qual acusa a Folha de pagar R$ 250 mil ao advogado de Lidiane do Nascimento Foo, apontada como cabeça do esquema de pedofilia demontado pela PF, para orientá-la a incriminar o candidato do PR. Essa acusação feita por Castro é forte demais e pouco crível.

Em uma nota de repúdio intitulada “O PREÇO DA CREDIBILIDADE” publicada na edição desta segunda-feira, 14, a Folha contra-ataca:

“Através de seu comitê de campanha, o deputado federal Luciano Castro fez distribuir no último sábado (12.07) panfleto com covardes, infames e mentirosas acusações contra a Folha;

(…)

“O conteúdo do panfleto distribuído por ordem de Luciano Castro tem a clara intenção de puxar para a lama o nível da eleição. Isso absolutamente não diz respeito à Folha, que como órgão de imprensa está mais interessada em divulgar as propostas de trabalho dos candidatos, sejam eles quem forem:”

O certo é que em Roraima não é novidade para ninguém que os meios de comunicação são usados politicamente para beneficiar os grupos aos quais estão ligados os seus proprietários. Disso Castro e Getúlio entendem bem. E os leitores/ouvintes/telespectadores ficam no meio do tiroteio verbal, vítimas de intenções o objetivos um tanto obscuros.

Falaremos mais adiante sobre isso, até porque esses são apenas os primeiros chutes da canela de uma briga que está só começando. Mas o perdedor da briga já é conhecido por antecipação: o público, que é submetido a tudo isso e quase nada pode fazer.

Bem que o Mino disse

8 julho, 2008 por Luiz Valério

E hoje a casa caiu para Daniel Dantas, Celso Pitta (PTB), ex-prefeito de São Paulo, e especulador financeiro Naji Nahas. Eles mais 14 outras pessoas foram presos hoje pela Polícia Federal em São Paulo.

Ouça aqui o podecast do jornalista Kennedy Alnecar, da Folha de São Paulo, contando um pouco da trajetória de Daniel Dantas.

O jornalista Mino Carta, que há anos vem denunciando as peripécias de Dantas, deve estar de alma lavada. Não que a desgraça dos outros nos contente, mas as evidências de corrupção denunciadas por Mino em ralação a Dantas na revista Carta Capital eram bastante contundentes.

Urge dizer, no entanto, que o furo sobre a prisão de Daniel Dantas foi dado pelo excepcional jornalista Bob Fernandes, do Terra Magazine, para quem a prisão do banqueiro e dos demais acusados é “um mergulho nos intestinos do Brasil”.

Dica de site

7 julho, 2008 por Luiz Valério

O site Jota7.com completa hoje um ano!!! O Portal de Notícias de Roraima nasceu com uma idéia nova no Jornalismo On Line e aos poucos está caminhando para o sucesso. No início possuia cerca de 500 acessos, hoje são mais de 15 mil por mês. A equipe formada por profissionais qualificados e conhecidos da imprensa roraimense como Marcone Lázaro, Jailton Cordeiro, Sara Silva, Luciano Abreu, Iara Bednarczuc, Érica Figueiredo, Wagner Pessoa e Urias Júnior e os colaboradores Sandra de Andrade, Juliana de Paula, Tana Halú, Gersika Nascimento, Naira Lira e Greice dos Anjos trabalha a cada dia com o Jornalismo sério e com credibilidade, divulgando o que é de interesse público.

Uma pausa no tema pedofilia para falar de arte

7 julho, 2008 por Luiz Valério

Tudo pronto para o IV Roraima Sesc Fest Rock

 

Marcelo Nova, ex-Camisa de Vênus, será uma das atrações do Roraima Sesc Rock - Foto: Mundo 47

 

Já está tudo pronto para o maior festival de rock que Roraima já viu. A programação do IV Roraima Sesc Fest Rock já está definida e o evento, que acontece nos dias 11, 12 e 13 de julho, no Ginásio Poliesportivo do Centro de Atividades Sesc, no Mecejana, promete sacudir a galera que curte o bom e velho rock na roll.

 

Além de 15 banda locais, também vão tocar nesta edição três bandas convidadas da região Norte: duas de Manaus-AM e uma de Rio Branco-AC. As atrações nacionais já estão confirmadas: Forgotten Boys, Marcelo Nova (ex-Camisa de Vênus) e a Dr. Sin.

 

“Este ano o festival vai dar um salto em tamanho, organização e de atrações. Pela primeira vez haverá a apresentação de artistas conhecidos nacionalmente fechando cada noite. Mesmo assim, o valor dos ingressos será bem acessível para os padrões das atrações convidadas, além de disponibilizar uma cota de ingressos solidários, mais baratos, aceitando alimentos não perecíveis, sendo todo alimento arrecadado revertido ao programa Mesa Brasil Sesc”, afirma César Almeida, consultor musical do Sesc e organizador do evento.

Os ingressos estarão à venda antecipadamente e serão divulgados os locais de venda em breve.

 

História

Em meados de 2004, algumas bandas da cidade de Boa Vista se reuniram para fazer uma festa e tocarem juntas no dia 13 de Julho para comemorar o dia Mundial do Rock. Como havia falta de locais apropriados na cidade para um evento destes, o Sesc Roraima ofereceu as instalações do Espaço Mullticultural para a celebração.

Em uma noite com muita chuva, mais de 800 pessoas se aglomeraram dentro das dependências do Sesc Centro para ver as 11 bandas de rock da cidade, em uma noite que se tornaria histórica. Um numero que surpreendeu ate mesmo os mais otimistas.

Depois dessa noite, o rock em Boa Vista saiu das garagens e dos quartinhos de fundo de quintal para ganhar as ruas, casas noturnas, praças, e qualquer outro lugar onde houvesse uma tomada para ligar um amplificador velho e fazer música.

 

No início de 2005, o Sesc em parceria com os membros das principais bandas de rock da cidade, concebeu seu festival anual de Rock. Começava a nascer o Roraima Sesc Fest Rock.

 

Programação

Dia 11 de Julho – sexta-feira

21h - HCL
21h40 - Belinni
22h20 - Sheep
23h - Somero
23h40 - Mezatrio (AM)
00h20 - Mr. Jungle
01h - Forgotten Boys

 

Dia 12 de Julho – sábado

21h - Alt F4
21h40 - Arroto do Sapo
22h20 - A Coisa
23h - Iekoana
23h40 - Filomedusa (AC)
00h20 - Veludo Branco
01h - Marcelo Nova

Dia 13 de Julho – domingo

19h - Temerus
19h40 - ST Seven
20h20 - Several Bulldogs
21h - Klethus
21h40 - Nekrost (AM)
22h30 - Dr. Sin

Laudo paralelo diz que Cesinha foi assassinado

5 julho, 2008 por Luiz Valério

José Nazareno (camisa verde), irmão do policial Cesinha, junto a família indignada na Assembléia Legislativa de Roraima

Um novo elemento técnico pode mudar os rumos da investigação em torno da morte do policial Júlio César Cavalcante, o Cesinha, preso pela polícia quando coagia testemunhas que poderiam incriminar os envolvidos no esquema de pedofilia desmontado pela Polícia Federal, no mês de junho.

Cesinha morreu quando estava preso no 4º Distrito Policial, com um tiro no peito. A família nunca acreditou na tese de suicício. Desde então tem denunciado na imprensa a possibilidade de queima de arquivo.

Agora há pouco, o irmão mais novo de Cesinha, José Nazareno Cavalcante Teles  disse ao blog que a família encomendou a realização de um laudo paralelo, através do advogado Nilter Pinho, contratado pelos parentes do policial morto.

O laudo, segundo ele, aponta que o tiro que vitimou Cesinha foi disparado de cima para baixo. Isso anularia a possibilidade de suicídio, conforme as afirmações de José Nazareno ao blog.

“A família nunca acreditou em suicídio. Então, fomos à OAB e ao Ministério Público Estadual, por meio do nosso advogado, e requeremos a realização de um laudo paralelo. A peça que está com o nosso advogado aponta que o disparo foi feito de cima para baixo, o que tira qualquer possibilidade de suicídio”, comentou.

O irmão do policial disse que, ainda não satisfeita com o laudo, a família vai requerer do presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-SC), e da justiça roraimense a exumação do corpo de Cesinha para comprovar a tese dos parentes de que ele foi de fato assassinado, como queima de arquivo.

O meu roteiro para a produção de uma reportagem

4 junho, 2008 por Luiz Valério

Está praticamente concluída a matéria especial sobre o movimento grevista em Roraima, que estou escrevendo para a próxima edição do semanário Monte Roraima. Falta apenas a revisão do texto final.

Essa retomada da minha vida de repórter com textos mais longos fez meu começo de semana ficar bem corrido. Para cruzar informações, checar dados, acompanhar os acontecimentos, pegar declarações, conferir as incongruências, fiz nove entrevistas e conversei com outro tanto de pessoas em off. Uma maratona.

Foram entrevistados: Ornildo Roberto (presidente do Sindicato dos Professores - Sinter), Elson Alexandre (vice-presidente do Sindicato dos Servidores Administrativos - Sintraima), Deividson Rabello (representante das entidades estudantis), Josenildo Bezerra (dirigente do Sintraima), Luciano Moreira (secretário eestadual de Educação); Anchieta Júnior (governador do Estado), Mecias de Jesus (presidente da Assembléia Legislativa de Roraima), Eugência Glaucy (secretária estadual de Saúde), Douglas Ribeiro (diretor do Sindicato dos Enfermeiros - Sindprer).

E, claro, fiz a cobertura “in loco” das manifestações realizadas na Assembléia Legislativa e na Praça do Centro Cívico, desde segunda-feira (2). Tudo isso em três dias, intercalado com outras atividades diárias como as aulas que ministro na Faculdade Atual da Amazônia e outros trabalhos que desenvolvo como free lancer. Ufa!

O resultado final do trabalho será publicado no jornal Monte Roraima (impresso) e aqui no blog, no próximo sábado pela manhã.

Esta é a vida de repórter.

Tenente-coronel faz denúncias graves contra comandante da PM

27 maio, 2008 por Luiz Valério

Acusações de facilitação de fuga, tentativa de homicídio, processo por homicídio, atos de violência cometidos sob efeito de álcool, tortura contra policiais e dívidas não pagas. Foi com essa saraivada de denúncias que o tenente-coronel Paulo Jorge Lhamas de Souza respondeu ao comandante-geral da Polícia Militar de Roraima Márcio Santiago, ontem, depois de ter sido solto no sábado (24). Paulo Lhamas passou três dias presos na Academia de Polícia Militar sob acusação de insubordinação e desacato à autoridade do seu superior.

Ao repassar para a imprensa documentos e cópias de processos que comprovariam as acusações feitas contra comandante-geral da PM, o tenente-coronel Paulo Lhamas afirmou não se sentir seguro com a permanência de Santiago à frente da corporação. Chegou mesmo a dizer que qualquer coisa que venha a acontecer com ele ou com sua família será da inteira responsabilidade do governador Anchieta Júnior (PSDB), caso Mácio Santiago seja mantido no comando da PM. “Que polícia nós vamos ter com um comandante desse?”, questionou Paulo Lhamas. Continue lendo »

Momento de tietagem

18 maio, 2008 por Luiz Valério


No post abaixo disse que tive o prazer de conhecer o jornalista Ricardo Kotscho pessoalmente. Eis a prova do “crime”.

Kotscho é um dos grandes jornalistas brasileiros nos quais busquei inspiração para traçar a minha trajetória de repórter, colunista, articulista e, agora, blogueiro.

Tem uma bagagem invejável e muita história para contar. E tem contado.

Uma das características de Kotscho que mais gosto é o fato de ele conseguir extrair histórias fantásticas, tocantes a partir de personagens comuns, não famosos.

Uma conversa com Kotscho é, por si só, uma aula de jornalismo.

Foto: Antônio Diniz

Nós jornalistas corremos perigo

9 abril, 2008 por Luiz Valério

Devido a iminência do início da Operação Upatakon 3 para a retirada dos arrozeiros da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol, o clima de tensão em Roraima está chegando a um ponto extremo.

Conforme aviso dado pela Superintendência da Polícia Federal a retirada dos não índios se daria em 48 horas, a partir de ontem.

No meio desse clima aconteceu um fato curioso comigo agora há pouco. Eu passava em frente ao Palácio Senador Hélio Campos, sede do governo, onde se concentrava um grupo de manifestantes pró-rizicultores e, de repente, percebi uma certa agitação diante da minha passagem.


Fiz de conta que não vi nada e segui adiante. A agitação continuou se aproximando de mim com buzinaços, apitaços e palavras ofensivas. Lá pelas tantas ouvi alguém pronunciar o nome Jessé [em referência ao jornalista Jesse Souza, editor-chefe da Folha de Boa Vista), seguido de mais palavras ofensivas.

Só depois, por meio de um telefonema de um outro jornalista amigo meu, fiquei sabendo que os manifestantes tinham me confundido com o colega Jessé Souza, apesar das profundas diferenças físicas, e que pretendiam partir para a agressão.

Quem a companha a Folha de Boa Vista diariamente e lê este blog, sabe que o Jessé, tanto quanto eu, tem criticado essas manifestações regadas a violência levadas a cabo pelos rizicultores. O editor da Folha manifesta quase que diariamente a sua opinião na página dois daquele diário, sempre favorável à retirada dos não-índios.

Por esse motivo, caso eu não fosse eu, ou seja, se fosse o Jessé que estivesse passando naquele lugar agora há pouco, ele poderia ter sido agredido violentamente.

Quem me deu a certeza sobre a intenção dos manifestantes, disse que repórteres de outro veículo de comunicação local tentaram alertar os manifestantes para o fato de que eu não era o Jessé Sousa.

Mas como vi, fazendo de conta que não via nada, a multidão me perseguiu até eu cruzar a rua com destino a Assembléia Legislativa. Sintomático isso. Parece que ninguém mais está seguro diante dessa situação.

Tiroteio verbal entre deputados e imprensa

27 março, 2008 por Luiz Valério

Ontem a deputada estadual e líder do governo na Assembléia Legislativa, Aurelina Medeiros (PSDB), usou a tribuna da Casa para acusar a imprensa de suposta falta de interesse pelos problemas que dificultam o desenvolvimento de Roraima, como é o caso da questão fundiária.

Numa espécie de contra-ataque ao jornal Folha de Boa Vista, que publicou no início da semana uma matéria toda baseada em declarações off de record, segundo a qual deputados estariam insatisfeitos com a atuação de Aurelina como líder governista, a parlamentar disse que o proprietário do jornal, o economista Getúlio Cruz, nunca deu explicações para as acusações publicadas em nível nacional de que ele teria participado de esquema de desvio de recursos da empresa Frango Norte, financiada pelo Banco da Amazônia.

Hoje, numa contra-ofensiva, a coluna Parabólica, escrita pelo próprio Getúlio Cruz ou sob sua recomendação e a mais prestigiada da Folha, disparou petardos pesados contra a Assembléia, numa clara medição deforças.

São os interesses cruzados agindo de um para outro poder - tomando-se,claro, a imprensa como o quarto poder. Qual será o próximo capítulo deste duelo?


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