Uma conversa descontraída com Tiago Dória

8 agosto, 2008 por Luiz Valério

 

Foto: Arquivo pessoal

Ele é muito jovem, mas bastante experiente e descolado na sua profissão. Jornalista por formação e blogueiro por opção, Tiago Dória é um dos poucos habitantes da blogosfera brasileira que pode viver exclusivamente da sua atividade blogueira. Sua entrada no mundo tecnológico se deu ainda na ‘meninice’, quando passava o tempo jogando Atari e Master System. Daí foi um passo passo para começar a gostar de tecnologia, informática e internet, como ele mesmo relembra.

Para Tiago Dória, a maior atração do “mundo tecnológico” é “a sua capacidade de resolver problemas, mas também de criar fetiche”. Sucesso inconteste na Internet brasileira, nosso entrevistado tem seu blog hospedado no Portal IG desde 2005, quando recebeu o convite para integrar o time da casa. O Tiago Dória WebLog no IG é leitura obrigatória para quem quer saber das novidades tecnológicas. Sempre bem informado, Tiago diz que o mundo dos blogs tem lhe propiciado uma gratificante experiência de ensino/aprendizagem.

Sobre o futuro dos blogs, ele observa que “toda ferramenta tecnológica tem um pico de adoção e depois estabiliza. Com a televisão e os celulares foi assim. Com os blogs não será diferente”. Numa entrevista recente ao Cadeno Link, do Estadão, Tiago, disse que está chegando a hora da depuração da blogosfera brasileira. Leia, a seguir a entrevista entrevista que fizemos com um dos blogueiros mais ilustres do país:

Política com Pimenta - Para começar o nosso papo, me conte um pouco sobre a sua infância. Como foi sua “meninice’ e o que o levou a se sentir atraído por esse mundo tecnológico?”.

Tiago Dória - Desde a infância sempre gostei de vídeos-games - Atari, Master System - que não deixam de ser computadores. Aí foi um passo para começar a gostar de tecnologia/informática/internet.

O que mais me atrai nesse “mundo tecnológico” é a sua capacidade de resolver problemas, mas também de criar fetiche.

É poder acompanhar esse ciclo pelo qual toda ferramenta tecnológica passa”: de pico de adoção, estabilização e depois uma familiarização que até esquecemos a sua existência.

P com P - Eu sei que você foi um dos primeiros blogueiros brasileiros… Qual foi o caminho percorrido até chegar ao mundo dos blogs?

TD - Como a maioria dos blogueiros, comecei sem muita pretensão. No começo, blogs eram vistos como “diários de adolescente” ou somente coisa de nerd.

Mudou um pouco quando o Noblat entrou em cena, montou o seu blog, e indiretamente mostrou que as coisas eram um pouco diferentes.

Montei o blog em 2003. E em 2005, recebi um convite do portal iG para levar o blog para lá, onde permanece até hoje.

Hoje percebo que existe uma visão contrária em relação aos blogs no Brasil. São vistos como ferramentas para publicação de notícias e debate de opiniões. Atualmente, parece que o estranho é você ter um blog no estilo “diário de adolescente”.

Em resumo, é um caminho onde tenho aprendido e ensinado bastante.

P com P- Numa entrevista ao Caderno Link, do Estadão, você disse que o fenômeno blog está ficando saturado (no Brasil) e que é chegada a hora da depuração, digamos assim. Fale um pouco mais sobre isso…

TD - Toda ferramenta tecnológica tem um pico de adoção e depois estabiliza. Com a televisão e os celulares foi assim. Com os blogs não será diferente. Acredito que aqui, no Brasil, estamos entrando nesse pico de adoção e daqui a pouco começa a fase de seleção natural.

P com P - Do ponto de vista teórico – e prático também – os blogs acabaram por provocar a fragmentação dos espaços públicos. Cada blog funciona como um canal de comunicação individual, uma tribuna que é usada para cada um comunicar o que quer. O que você pensa sobre isso?

TD - Realmente, os espaços públicos se fragmentaram com a popularização da web. Antes as discussões ficavam centradas em certos ambientes. Por outro lado, surgem ferramentas que tentam centralizar de novo as discussões em um único lugar, como o FriendFeed.

O que chama a atenção neste novo cenário é o surgimento de tantos blogs. É muita gente falando. Será que temos quantidade de pessoas para ouvir tudo isso?

“Toda ferramenta tecnológica tem um pico de adoção e depois estabiliza. Com os blogs não será diferente”

PcomP - E os blogs usados como ferramentas de marketing, de fidelização de clientes: é apenas moda ou uma tendência que veio para ficar?

TD - Acredito que seja uma tendência que veio para ficar, mas não é toda empresa que deve ou está preparada para utilizar blogs como ferramenta de marketing.

Antes, devem ser resolvidas outras questões internas, do ponto de vista estratégico e até hierárquico. Às vezes, o uso do blog como fidelização é apenas o passo final de toda uma reestruturação pelo qual uma empresa deve passar

PcomP - As grandes empresas parece estar quebrando a barreira do preconceito contra blogs e blogueiros e se abrindo para o diálogo e negócios. Na sua avaliação, qual será o futuro da publicidade nos blogs?

TD - Será o mesmo futuro da publicidade da internet em geral, cada vez mais, focada em nichos. Acredito que esse onda de post patrocinado vai acabar em breve.

Além de ser uma forma tradicional de publicidade, já está sendo mal vista pelo mercado. Foi uma tentativa, assim como o “email marketing”, que hoje praticamente é associado a spam.

PcomP - E o jornalismo, como aconteceu em sua vida? Você sempre quis ser jornalista ou a vida ligada ao mundo da comunicação – por meio dos blogs – te levou a fazer Comunicação Social?

TD - Tinha alguns amigos na área. E sempre gostei de ler, mas do que escrever, e de estar contato com vários tipos de pessoas. Na minha visão, o jornalismo é uma profissão que proporciona essa experiência. De manhã, você pode estar entrevistando o Ministro da Economia e à tarde o cara que recolhe lixo nas ruas. E isso é um dos aspectos mais interessantes na prática do jornalismo: essa mobilidade social, essa possibilidade de conhecer pessoas de várias culturas e classes sociais.

Fiz Comunicação Social antes de montar o blog. O blog foi criado no meu último ano de faculdade

PcomP - Tiago, qual a sua avaliação do impacto dos blogs nos processos de comunicação? Você concorda com a tese de uma revolução sem volta que vai levar os jornais impressos à extinção, segundo alguns teóricos?

De jeito nenhum. Se os jornais acabarem um dia será devido a má administração. O principal efeito prático dos blogs para o jornalismo é que ele trouxe uma nova geração de jornalistas e formadores de opinião. Criou um novo mercado de opinião e colocou novos atores sociais no mercado.

Antes você tinha que bater na porta de uma Folha de S Paulo ou de uma CNN para fazer nome no jornalismo. Hoje você pode fazer o seu próprio nome, a sua própria marca, na rede.

PcomP - E o jornalismo participativo ou cidadão… Para você é uma onda passageira ou algo que ficará para sempre? Na sua opinião, quais mudanças deverá acontecer nesse processo de participação do “sujeito comum” na produção de conteúdo?

TD - O termo “jornalismo participativo” em si é mais moda. Participação existe há um bom tempo no jornalismo, seja por meio da carta dos leitores, dos repórteres-ouvintes nas rádios ou dos cinegravistas amadores. Jornalismo participativo sempre existiu.

O que acontece hoje é que essa participação acontece em larga escala. Teoricamente, o efeito da intensificação desse processo de participação será um jornalismo melhor e que atenda mais aos problemas e às necessidades dos usuários.

Outro provável efeito é que nos acostumaremos com um processo de produção de conteúdo não linear, onde não existirá uma matéria/cobertura com começo, meio e fim.

O processo de produção sempre estará aberto e será atemporal. Uma pessoa poderá contribuir para uma matéria que foi publicada há 2, 3 anos. Dependendo dessa contribuição, a matéria poderá ser reavivada.

PcomP - As tecnologias de comunicação se aperfeiçoam e são substituídas por novidades numa velocidade alucinante. Como você vislumbra a vida do que chamo de “homo tecnologycus” em 2050, por exemplo?

TD - Ainda temos muito chão pela frente. Acredito que a única certeza é que até lá a internet será uma tecnologia tão familiar e indispensável que esqueceremos a sua existência. Semelhante à energia elétrica, só lembraremos que ela existe quando faltar.

PcomP - Como você se informa sobre as tantas novidades que surgem no mundo d tecnologia diariamente?

TD - Vario muito as fontes e me informo de várias formas. Poder ser desde aquela conversa pelo messenger até aquele off numa festa.

Na internet, busco não fazer uma navegação muito certa. Gosto de usar sistemas como o Technorati e sempre dou uma passada nos sites do NYTimes, WSJ, Guardian e ElPais.

PcomP - Como é o dia do Tiago Dória desde o acordar até o final do expediente, quando você pode dizer: enfim, terminei mais um dia de trabalho?

TD - O meu dia-a-dia é bem incerto. Até no horário de acordar e dormir. Faço meu próprio horário de trabalho. Às vezes, estou escrevendo um post num avião, outras vezes do meu quarto, ou ainda de algum café. Não existe lugar muito certo para trabalhar.

No meu dia-a-dia, procuro aproveitar ao máximo a mobilidade e atemporalidade que as novas tecnologias proporcionam. Como toda atividade intelectual você não pára, não tem como desligar o cérebro.

PcomP - Tiago, obrigado pela entrevista. Deixe a sua mensagem para os “cuecas blogueiros de plantão”, como diria o ‘filósofo-global-da-cultura-pop-televisiva’, Luciano Huck.

TD - Procurem trabalhar com que mais gostam, façam diferença na vida de seus leitores.

Aprimorando os conhecimentos sobre Jornalismo Digital

25 julho, 2008 por Luiz Valério

Conclui a minha primeira semana do curso de introdução ao Jornalismo Digital, oferecido pelo Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas. O Centro Knight mantém o blog JORNALISMO NAS AMÉRICAS, que faz o monitoramento das investidas censoras contra o exercício da profissão de jornalista no continente.

Tive a sorte de ser classificado entre os 30 selecionados pela instituição. Ao todo se inscreveram 150 candidatos. Pensei que não fosse ser selecionado, mas para o meu deleite fui escolhido.

O professor do curso é ninguém menos que o mestre Carlos Castilho, um dos diretores do Observatório da Imprensa e professor dos cursos de Jornalismo Online e Processos Multimídia, nas Faculdades ASSESC (Florianópolis) e na Universidade do Texas (curso a distância).

Nos últimos anos tenho me dedicado a estudar o tema e cada vez mais me sinto motivado a seguir adiante com as pesquisas. Este curso com a chancela do Centro Knight me permitirá realizar um trabalho com melhor qualidade tanto aqui no blog quanto nos meus empregos como assessor de comunicação e professor de Jornalismo na Faculdade Atual da Amazônia.

O curso é à distância, usando os mecanismos de interação oferecidos pela web como sala de chat, vídeo-aulas, fóruns de discussão, blog-laboratório, enfim, uma perfeita simbiose entre teoria e prática.

São quatro semanas de aprendizagem teórica e prática. Participam do curso jornalistas que estão em Tel Aviv (Israel), como Renata Malkes, repórter e blogueira d’O Globo Online, e em Beijin, como é o caso de Janaina Silvaeira, que mantém o blog China in Blog. Outros 27 jornalistas se plugam ao curso de várias capitais brasileiras como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Florianópolis e Belém.

Uma maravilha, pois além da aprendizagem sobre um conteúdo importante para a nossa prátida diária, ainda é possível fazer intercâmbio de idéias com pessoas com as mais diferentes experiências profissionais.

Certamente, depois de concluído o curso, terei muito mais conhecimentos sobre interatividade, mídias digitais, recursos a serem utilizados neste blog para que possa exercer a minha função de jornalista digital como mais propriedade.

Update - Nessa minha nova fase de jornalista blogueiro além de retornar para o Blogger.com, pase a usar este lindo template desenvolvido pelo Usuário Compulsivo, a quem eu agradeço imensamente por disponibilizá-lo no seu blog.

‘Censura a blogs é uma coisa retrógrada’, afirma juiz eleitoral

11 julho, 2008 por Luiz Valério

O encontro de hoje entre juízes eleitorais, técnicos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e jornalistas para discutir a legislação eleitoral, propaganda política, registros e impugnações de candidaturas e a postura da imprensa nessas eleições municipais foi bastante interessante.

Os questionamentos feitos pelos colegas jornalistas foram por demais oportunos e todos estavam imbuídos do desejo de melhor compreender a legislação eleitoral em vigor neste pleito para poder informar com mais propriedade à população.

Ao responder os meus quesiotnamentos sobre as confuões da Resolução 22.781/08, do Tribunal Superior Eleitoral, que proíbe a veiculação de propaganda eleitoral pela internet e, o mais grave, impõe censura a blogs e demais sites, ao impedi-los de tecer comentários contra ou a favor de algum candidato, o juiz eleitoral Paulo Cesar Dias de Menezes, responsável pela fiscalização relativa à propaganda eleitoral em Roraima, reconheceu que a resolução não condiz com a era das novas mídias digitais. “Essa proibição é uma coisa retrógrada”, afirmou o juiz

Menezes disse, no entanto, que o fato da legislação eleitoral impor tal proibição já é um avanço (Como, senhor juiz?!) e quem sabe numa eleição futura esse impedimento já não mais ocorra. Ele é da opinião que os blogueiros devem se manifestar para que nos próximos pelitos os blogs ganhem a liberdade de se expressar sobre os candidatos. Isso deixa claro que cabe a nós, blogueiros, iniciarmos um movimento nacional para pormos abaixo a Resoluçaõ 22.781, que demonstra todo o analfabetismo digital dos ministros do TSE.

Mídia e poder

Especificamente sobre Roraima, o juiz César Dias de Menezes afirmou que o estado tem um problema grave, pois os meios de comunicação estão todos nas mãos dos detentores do poder e que geralmente um ou outro político usa tais meios para beneficiar ou prejudicar determinado candidato. E eu acrescento: usam mais ainda em benefício próprio, o que é proibido por lei.

PS - Aproximadamente 50 jornalistas de todos os veículos de comunicação de Roraima estiveram presentes no encontro com os representantes da Justiça Eleitoral. O evento foi organizado pelo assessor de comunicação do TRE, Raimundo Siqueira.

Vamos dizer não à censura na Internet

8 julho, 2008 por Luiz Valério

O Brasil vive um momento delicado em que representantes da justiça e do parlamento atentam contra a liberdade de expressão e de imprensa. No final do mês de junho juízes de São Paulo multaram a revista Veja e os jornais Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo por terem entrevistado os candidatos à Prefeitura da capital paulista Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM). Os magistrados confundiram material jornalístico com propaganda eleitoral fora de época.

Meses antes, o TSE baixou resolução proibindo blogs e blogueiros de tecerem comentários sobre candidatos, numa espécie de mordaça à nova mídia que começa a ganhar respeito no Brasil. O blogueiro Pedro Dória foi instado a retirar do seu blog um banner no qual declarava apoio ao candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira (PV). Blogueiro é, antes de tudo cidadão e eleitor e tem o direito constitucional de manifestar suas preferências, afinal vivemos numa democracia.

Agora é a vez do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) acenar com um projeto de lei que pretende impor censura à internet. Mais uma vez a blogosfera está se movimentando contra a proposta do senador. Para o multimidiático jornalista Marcelo Tas, a proposta é “uma idéia de jerico”.  Dória também se posicionou sobre o assunto.

Para o blogeiro, ”Além de ter sido mal redigida, a lei do senador Azeredo nasce mais preocupada em proteger os interesses de empresas estrangeiras da indústria do entretenimento do que em proteger cidadãos brasileiros vítimas de crimes na rede. Há uma petição online correndo para encaminhar aos senadores”.

Intelectuais e pesquisadores brasileiros também repudiam a proposta. Os professores André Lemos, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisador 1 do CNPq, Sérgio Amadeu da Silveira, do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero e ativista do software livre e João Carlos Rebello Caribé, publicitário e consultor de Negócios em Midias Sociais da UFBA, lançaram uma petição online contra a proposta de Azeredo, intitulada “Em Defesa da Liberdade e do Conhecimento na Internet Brasileira”, que foi enviada para todos os senadores e para a qual colhem assinaturas de internautas contra a tentativa de censura. Já foram coletadas nada menos que 5.549 assinaturas. Assine a petição você também.

No documento eles defendem

a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime. Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI. 
 

Como dissemos acima, este é um momento estremamente delicado e nós, que atuamos como jornalista independente usando a Internet como plataforma, nos juntamos a essa luta contra mais uma tentativa de censura que prejudica a circulação de conhecimentos e a liberdade de expressão. Estamos no Século XXI e não podemos aceitar tal retrocesso.

Concordamos com os dizeres do manifesto de que “É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos.”

Claro que é preciso se criar uma legislação que preveja e puna crimes na rede mundial de computadores, como a pedofilia, por exemplo. Mas nunca na forma de censura como se pretende fazer por meio do projeto de Azeredo. Com isso jamais podemos concordar.

Internet ‘banda podre’

14 abril, 2008 por Luiz Valério

Desde sábado não consigo postar uma linha sequer aqui no blog.

Peço desculpas aos que passaram por aqui procurando alguma novidade e não encontraram.

É que a internet aqui em Roraima ainda é “banda podre”, as empresas não querem investir em banda larga sob o pretexto cretino de que não há condições para tanto.


Na verdade o que existe é a mais completa falta de interesse das operadoras de telefonia em disponibilizar o seviço. Isso porque a demanda de usuários em Roraima, um estado que tem uma população de menos de 400 mil habitantes, ainda é pequena.

Ou seja, como os empresários só conseguem ver números diante dos seus olhos, não haveria um retorno que justificasse o investimento na oferta de banda larga.

Não há preocupação com o bem-estar do usuário, mas sim com o lucro que se pode auferir no final do mês. Não basta que o serviço de telefonia fixa já seja uma porcaria.

Enquanto isso, quem precisa de trabalhar usando a Internet como meio fica prejudicado. As pessoas aqui não gostam da expressão, mas até parece que Roraima não faz parte do Brasil.

TSE desconhece importância dos blogs nas eleições

31 março, 2008 por Luiz Valério

O Tribunal Superior Eleitoral já baixou as regras para as eleições municipais 2008.

A Resolução que trata do assunto ignora solenemente a importância dos blogs como veículos de comunicação com forte apelo junto ao público jovem e capazes de exercer influência no pleito.

Parte do texto da resolução diz o seguinte:

“A propaganda eleitoral nas eleicões municipais de 2008, ainda que realizada pela Internet ou por outros meios eletrônicos de comunicação, obedecerá ao disposto nesta resolução.”

Mais adiante, em seu artigo 18, o documento traz a seguinte definição, que tem causado uma série de protextos na blogosfera:

“A propaganda eleitoral na Internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.”

Aqui cabe dizer que, independente da vontade ou do desconhecimento dos ministros do TSE em relação à nova interenet, onde impera a colaboração, a interatividade e a formação de comunidades, inclusive de movimentos políticos, os blogs são uma nova mídia que terão grande força nesse pleito.

O blog deste editor, por exemplo, não abrirá mão de discutir, analisar, debater e criticar postura de candidatos que considere louváveis ou condenáveis. Afinal o blog é meu e escrevo nele o que bem endender sobre o que me der na telha, sempre respeitando os preceitos constitucionais que tratam da liberdade de expressão e de imprensa.

Quer saber mais sobre essa questão, leia artigo relacionado no blog do jornalista Pedro Dória.


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