Acidente tira vida de sete e empresa lamenta ocorrido

18 agosto, 2008 por Luiz Valério

O final de semana foi de tristeza para familiares das pessoas que vinham de Manaus para Boa Vista a bordo de um ônibus empresa Amatur. A versão da imprensa local informa que o motorista do ônibus que trafegava na BR-174 foi surpreendido por “um veículo de grande porte” que vinha na contra-mão. O tipo de veículo não foi especificado nas matérias do jornal.

No entanto o prejuízo em relação á perda de vidas humanas foi dos maiores. O saldo negativo do acidente foi de sete mortos e 22 feridos, muitos em estado grave.

O acidente ocorreu à altura do quilômetro 450 da BR-174, na cabeceira da ponte sobre o rio Mucajaí. Uma das vítimas foi uma criança do sexo feminino com apenas 40 dias de vida. Ela foi arremessado pela janela do ônibus devido à violência do acidente.

Hoje, a direção da empresa Amatur, que pertence ao deputado estadual Remídio Monai, dovulgou uma nota de pesar lamentando o ocorrido. Abaixo, segue a íntegra da nota:

“A empresa Amatur Turismo LTDA, há 18 anos em Roraima, vem de público externar sentimentos de pesar a todos que tiveram parentes e conhecidos envolvidos no acidente ocorrido na BR-174.

Reafirmamos nosso compromisso de prestar toda a assistência necessária neste momento de dor e nos colocamos a disposição dos familiares para o que for necessário.

Nossos profundos agradecimentos ao Corpo de Bombeiros e profissionais de saúde que atenderam as vítimas. E aos amigos e colaboradores pelo apoio neste momento difícil.

A Diretoria “

A CPI da Pedofilia em Roraima e a imprensa

8 julho, 2008 por Luiz Valério

Num dos últimos momentos dos trabalhos da CPI da Pedofilia em Roraima, ontem, o senador Magno Malta (PR-ES) chegou a dar uma alfinetada na imprensa roraimense, notadamente as emissoras de televisão. Malta disse que o apresentador José Luiz Datena teria lhe cobrado imagens das oitivas da CPI, no que ele retrucou que não era dono de nehuma emissora de televisão local.

No domingo, ao final de uma entrevista coletiva, Magno Malta estranhou certa disputa entre equipes de televisão que, diga-se, não repassaram as imagens para as cabeças de rede. Então, o senador foi informado por um jonralista roraimense de que as emissoras de televisão locais que retransmitem a programação da a TV Bandeirantes, Rede Record e SBT pertencem ao senador Romero Jucá (PMDB) e ao deputado federal Luciano de Castro (PR). “O queeeeeê?”, espantou-se Magno Malta.

Mal sabe o senador que não só essas três empresas, mas a grande maioria dos veículos de comunicação roraimenses (rádio, jornal, televisão e internet) ou pertencem ou estão ligados a grupos políticos, representante de todas as esferas de poder. Talvez por isso, Malta fez questão de frisar nas duas entrevistas coletivas que entre os citados nos depoimentos reservados dos acusados estão jornalistas e proprietários de empresas de comunicação. Então, tá.

Vamos dizer não à censura na Internet

8 julho, 2008 por Luiz Valério

O Brasil vive um momento delicado em que representantes da justiça e do parlamento atentam contra a liberdade de expressão e de imprensa. No final do mês de junho juízes de São Paulo multaram a revista Veja e os jornais Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo por terem entrevistado os candidatos à Prefeitura da capital paulista Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM). Os magistrados confundiram material jornalístico com propaganda eleitoral fora de época.

Meses antes, o TSE baixou resolução proibindo blogs e blogueiros de tecerem comentários sobre candidatos, numa espécie de mordaça à nova mídia que começa a ganhar respeito no Brasil. O blogueiro Pedro Dória foi instado a retirar do seu blog um banner no qual declarava apoio ao candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira (PV). Blogueiro é, antes de tudo cidadão e eleitor e tem o direito constitucional de manifestar suas preferências, afinal vivemos numa democracia.

Agora é a vez do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) acenar com um projeto de lei que pretende impor censura à internet. Mais uma vez a blogosfera está se movimentando contra a proposta do senador. Para o multimidiático jornalista Marcelo Tas, a proposta é “uma idéia de jerico”.  Dória também se posicionou sobre o assunto.

Para o blogeiro, ”Além de ter sido mal redigida, a lei do senador Azeredo nasce mais preocupada em proteger os interesses de empresas estrangeiras da indústria do entretenimento do que em proteger cidadãos brasileiros vítimas de crimes na rede. Há uma petição online correndo para encaminhar aos senadores”.

Intelectuais e pesquisadores brasileiros também repudiam a proposta. Os professores André Lemos, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisador 1 do CNPq, Sérgio Amadeu da Silveira, do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero e ativista do software livre e João Carlos Rebello Caribé, publicitário e consultor de Negócios em Midias Sociais da UFBA, lançaram uma petição online contra a proposta de Azeredo, intitulada “Em Defesa da Liberdade e do Conhecimento na Internet Brasileira”, que foi enviada para todos os senadores e para a qual colhem assinaturas de internautas contra a tentativa de censura. Já foram coletadas nada menos que 5.549 assinaturas. Assine a petição você também.

No documento eles defendem

a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime. Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI. 
 

Como dissemos acima, este é um momento estremamente delicado e nós, que atuamos como jornalista independente usando a Internet como plataforma, nos juntamos a essa luta contra mais uma tentativa de censura que prejudica a circulação de conhecimentos e a liberdade de expressão. Estamos no Século XXI e não podemos aceitar tal retrocesso.

Concordamos com os dizeres do manifesto de que “É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos.”

Claro que é preciso se criar uma legislação que preveja e puna crimes na rede mundial de computadores, como a pedofilia, por exemplo. Mas nunca na forma de censura como se pretende fazer por meio do projeto de Azeredo. Com isso jamais podemos concordar.

Dica de site

7 julho, 2008 por Luiz Valério

O site Jota7.com completa hoje um ano!!! O Portal de Notícias de Roraima nasceu com uma idéia nova no Jornalismo On Line e aos poucos está caminhando para o sucesso. No início possuia cerca de 500 acessos, hoje são mais de 15 mil por mês. A equipe formada por profissionais qualificados e conhecidos da imprensa roraimense como Marcone Lázaro, Jailton Cordeiro, Sara Silva, Luciano Abreu, Iara Bednarczuc, Érica Figueiredo, Wagner Pessoa e Urias Júnior e os colaboradores Sandra de Andrade, Juliana de Paula, Tana Halú, Gersika Nascimento, Naira Lira e Greice dos Anjos trabalha a cada dia com o Jornalismo sério e com credibilidade, divulgando o que é de interesse público.

O meu roteiro para a produção de uma reportagem

4 junho, 2008 por Luiz Valério

Está praticamente concluída a matéria especial sobre o movimento grevista em Roraima, que estou escrevendo para a próxima edição do semanário Monte Roraima. Falta apenas a revisão do texto final.

Essa retomada da minha vida de repórter com textos mais longos fez meu começo de semana ficar bem corrido. Para cruzar informações, checar dados, acompanhar os acontecimentos, pegar declarações, conferir as incongruências, fiz nove entrevistas e conversei com outro tanto de pessoas em off. Uma maratona.

Foram entrevistados: Ornildo Roberto (presidente do Sindicato dos Professores - Sinter), Elson Alexandre (vice-presidente do Sindicato dos Servidores Administrativos - Sintraima), Deividson Rabello (representante das entidades estudantis), Josenildo Bezerra (dirigente do Sintraima), Luciano Moreira (secretário eestadual de Educação); Anchieta Júnior (governador do Estado), Mecias de Jesus (presidente da Assembléia Legislativa de Roraima), Eugência Glaucy (secretária estadual de Saúde), Douglas Ribeiro (diretor do Sindicato dos Enfermeiros - Sindprer).

E, claro, fiz a cobertura “in loco” das manifestações realizadas na Assembléia Legislativa e na Praça do Centro Cívico, desde segunda-feira (2). Tudo isso em três dias, intercalado com outras atividades diárias como as aulas que ministro na Faculdade Atual da Amazônia e outros trabalhos que desenvolvo como free lancer. Ufa!

O resultado final do trabalho será publicado no jornal Monte Roraima (impresso) e aqui no blog, no próximo sábado pela manhã.

Esta é a vida de repórter.

Uma nova caminhada no jornalismo roraimense

31 maio, 2008 por Luiz Valério

Hoje pela manhã participei de uma reunião que definiu a reestruturação do semanário Monte Roraima.

Fui convidado a escrever para o períodico, que vai ganhar novo projeto gráfico, adontando um aspecto revistalizado. Pelo menos esta é a promessa.

Os textos também passarão a ser mais autorais, permitindo ao repórter escrever de forma mais criativa sem o engessamento da pirâmide invertida.

Para executar as mudanças a serem feitas no jornal foi convocado o jornalista Avery Veríssimo, conhecido pela sua visão crítica e pelo estilo inconfundível de relatar fatos com inspiração no new jornalism.

O convite me foi feito pelo próprio Avery, uma vez que temos uma forma parecida de ver e pensar o jornalismo. O Monte Roraima se tornará mais crítico e analítico e as reportagens buscarão ser aprofundadas para oferecer uma leitura diferenciada ao público.

Estou esperançoso que o projeto dê certo e que possamos fazer um bom trabalho nessa nova empreitada jornalística.

Os portais e os blogs

24 maio, 2008 por Luiz Valério

Alguns grandes portais brasileiros como o G1, das Organizações Globo, têm blogs de colunas apenas por tê-los. Alguns blogs de colunistas importantes passam dias e dias desatualizados, como é o caso do blog da jornalista Cristina Lobo, que teve atualização pela última vez na quinta-feira (21), com a seguinte nota:

“Subiu no telhado

Postado por Cristiana Lôbo em 21 de Maio de 2008 às 18:27

     A tão baladada aliança PT-PMDB no Rio de Janeiro em torno do nome de Alessandro Molon (PT) pode estar correndo risco par vingar.

     É que o PMDB, que cedeu a cabeça da chapa ao futuro parceiro, exige coligação, também, na disputa proporcional - ou seja, na eleição dos vereadores.

     Os petistas não gostam da idéia que, em tese, iria favorecer os candidatos do PMDB.

     As conversas estão intensas”.

Assim como o G1, muitos outros portais deixam seus blogs ao léu, devido a resposta dos leitores não ser a esperada.  Jornalista com o poder de penetração de Cristina Lobo não poderia deixar seu blog abandonado dessa forma.

O grande exemplo de compromisso com o blog é o jornalista Ricardo Noblat, d’O GLOBO. Até porque foi através do blog que Noblat voltou com força total à cena jornalística brasileira.

Os blogs e o futuro da imprensa

1 maio, 2008 por Luiz Valério


O programa Manhattan Connection discutiu em sua última edição o futuro da imprensa. Um dos apresentadores do programa, o economista Ricardo Amorim, ao ser questionado sobre a sua opinão acerca do assunto, disse apostar nos blogs jornalísticos como uma mídia capaz de substituir o papel da imprensa tal como conhecemos hoje. Não à toa, estudiosos da mídia do mundo inteiro estão se dedicando a pesquisas sobre o fenômeno blog. Uma coisa é certa: os blogs de qualidade já forçaram a imprensa brasileira a uma mudança de postura, cujo principal sinal é, exatamente, o fato dos colunistas dos veículos tradicionais passarem a usar o blog para publicação dos textos que produzem. Eu, de minha parte, sou entusiasta de uma blogosfera de influência social e política no Brasil, como já ocorre nos Estados Unidos e na Europa.

O vídeo do programa foi disponibilizado no YouTube pelo blogueiro Rodolfo Castrezana, do blog Omedi.

A questão indígena e o discurso da imprensa

4 abril, 2008 por Luiz Valério

Escrevi no meu último post publicado ontem sobre o jogo político-ideológico feito em torno da questão indígena roraimense.

Teci comentários sobre a atuação e os argumentos utilizados por quatro segmentos diretamente envolvidos na questão: os rizicultores, a classe política - financiada em parte por estes -, as organizações indígenas e as igrejas (Católica e evangélicas).

Disse e reafirmo que parte dos atores representantes desses segmentos usam de argumentos eivados de equívocos, mentiras, meias verdades e preconceitos mútuos.

Deixei de lado um segmento para tratá-lo de forma isolada: a imprensa.

Em Roraima a imprensa é, toda ela, porta-voz da elite político-econômica, pois que os donos de veículos de comunicação representam, eles próprios, o poderio político e econômico local.

Por conseguinte, o discurso da imprensa, notadamente dos jornais impressos diários e das emissotas de tv, todos ligados direta ou indiretamente às facções políticas locais, agem de forma preconceituosa contra a causa indígena.

O exemplo mais representantivo é o tradicional e conservador jornal Folha de Boa Vista. Este sempre está aliado à causa dos rizicultores e deixa claro em seus editoriais e matérias de que lado está.

Uma matéria publicada na página 3 de hoje, dedicada aos assuntos de política, chama a atenção. O título: “Advogado entende que governo não pode desintrusar não índios”.

O primeiro personagem ouvido, mas que não ganhou destaque na matéria, foi o presidente da seccional roraimense da Ordem do Advogado do Brasil, Antônio Oneildo Ferreira. Este entende que o governo pode executar seus atos [no que diz respeito à retirada dos rizicultores da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol] utilizando o poder de polícia.

Por manifestar tal opinião, Antônio Oneildo ganhou apenas o lide da matéria e foi esquecido no resto do texto, que ocupa 20 centímetros [com foto] por quatro colunas. Para referendar a visão e opinião pré-concebida do jornal, buscou-se um outro personagem, o também advogado Fernando Menegais.

Este sim, disse o que o jornal queria ouvir para publicar em matéria: que o governo está agindo errado ao usar poder de polícia para realizar a retirada dos arrozeiros e outros não índios presentes na reserva indígena. Este é o discurso transformado em propaganda ideológica pelos arrozeiros, com a participação da imprensa e da classe política.

A imprensa sempre busca alguma voz para legitimar seu discurso. Para fazer algo plural, pelo menos deveriam ter dado um pouco mais de espaço ao presidente regional da OAB para que os pontos de vista dos dois estudiosos do direito se cruzassem. Afinal, confrontar versões e opiniões é um dos princípios jornalísticos.

Sindicato se solidariza com jornalistas

4 abril, 2008 por Luiz Valério

O Sindicato dos Jornalistas de Roraima divulgou nota agora há pouco condenando o confisco do material jornalístico produzido pelos repórteres Johann Barbosa e Halisson Silvan, da TV Ativa, por pessoas contrárias à retirada dos não-índios da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol, por meio da Operação Upatakon 3. O episódio envolvendo os repórteres ocorreu na tarde de ontem, quando eles retornavam da região do Surumú, onde o clima está tenso. Reproduzimos a ítegra da nota abaixo:

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Roraima (Sinjoper) vem a público se solidarizar com os jornalistas Johann Barbosa e Halisson Silvan Silva, da TV Ativa (Gazeta), canal 20, que sofreram ameaças e tiveram seu material jornalístico confiscado por manifestantes contrários à retirada dos não-índios da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, na região do Surumú.

Ao mesmo tempo repudiamos a atitude dessas pessoas, que de forma violenta ameaçaram os colegas jornalistas, impedindo que os mesmos finalizassem seu trabalho.
O Sinjoper entende e respeita toda e qualquer manifestação pacífica relativa à questão Raposa/Serra do Sol, mas não vai aceitar nenhum tipo de cerceamento a qualquer profissional jornalista no exercício de sua função.

O momento é de tensão, mas o papel da Imprensa é fundamental para que a população possa estar a par dos acontecimentos e fazer sua própria leitura dos fatos.
A liberdade de expressão é um preceito constitucional e deve ser respeitado, independente da ocasião e do local onde os fatos ocorram.

Aproveitando a oportunidade, queremos pedir aos colegas jornalísticos que, tanto na cobertura dessa operação quanto em qualquer outra, todos sejam sempre imparciais, primando pela ética e a responsabilidade que nos é peculiar, para que a população receba a informação precisa e confiável.

O Sinjoper está acompanhando de perto esse fato lamentável e tomará as medidas cabíveis para defender os colegas profissionais”.


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