Aproximadamente seiscentos trabalhadores rurais saíram às ruas nesta tarde de sexta-feira (25) em Boa Vista (RR) para participar do Grito da Terra/Roraima, que acontece simultaneamente em todos os estados brasileiros. O movimento é organizado pela Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetag).

Os agricultores familiares reivindicam políticas públicas nas áreas de educação, saúde e infra-estrutura (estradas) para o setor agrícola, além de linhas de financiamento para a aquisição de implementos agrícolas que permitam dinamizar a agricultura familiar.

O presidente da Fetag Luiz Carlos disse que quem vive da agricultura familiar em Roraima tem sofrido muito com o descaso dos sucessivos governos.

“A falta de políticas educacionais e de saúde, as condições precárias das estradas e linhas de crédito para nós, trabalhadores, são os principais problemas que dificultam a nossa vida no campo”, afirmou.

Ele chama a atenção principalmente para os ribeirinhos das localidades Baixo Rio Branco e Juaperi. De acordo com o líder sindical, esses trabalhadores vivem jogados à própria sorte no interior do estado. A questão da falta de assistência à saúde é outro problema.

“É preciso pactuar políticas públicas de saúde e votladas para a agricultura para os povos da floresta”, reivindicam os manifestantes.

Os agricultores que vivem no projeto de assentamento Trairão, em Amajari, também reclamam do descaso do governo. Só que dessa vez o federal.

“O Incra nos colocou no assentamento, mas nós ficamos abandonados. Plantamos milho, arroz, feijão, abóbora e perdemos tudo por não termos como escoar a nossa produção”, queixou-se Edson da Silva.

Participaram do Grito da Terra/Roraima trabalhadores rurais de Alto Alegre, Amajaí, Boa Vista, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Mucajaí, Rorainópolis, São João da Baliza e São Luis do Anauá.