Lista de convocados pela CPI da Pedofilia

6 julho, 2008 por Luiz Valério

Luciano Alvez de Queiroz - ex-procurdor geral de Roraima, apontado como principal cliente da rede de pedofilia

José Queiroz da Silva - empresário do ramo de eletrodomésticos e acusado de envolvimento no esquema de pedofilia

Raimundo Ferreira Gomes - Major da Polícia Milita de Roraima e implicado no esquema

Valdivino Queiroz da Silva - irmão de José Queiroz e indiciado como cliente do esquema de pedófilos

Jacson Ferreira do Nascimento - preso sob acusação e participação no esquema

Alexsander Ladislau - Membro do Conselho Federal da OAB em Roraima

Maria Auristela Barbosa de Melo - mãe de uma das menores abusadas

Kelly Kiulin Freitas - apontada como agenciadora de meninas e traficante de drogas

Leomara Amaro da Silva - participação ainda não ouvida pela CPI

Tarcísio Vital do Amaral - presidente do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Boa Vista (ouvido em Brasília, na quinta-feira passada)

Lidiane do Nascimento Foo - apontada como cabeça do esquema de pedofilia e peça-chave das investigações

Bárbara do Nascimento Foo - irmã de Lidiane Foo. Presa na noite de ontem após prestar depoimento à CPI da Pedofilia

Na relação de convocados consta ainda o nome de uma adolescente que prestou depoimento sigiloso

Convidados para prestar depoimento

Augustinho Bezerra Teles - pai do policial Cesinha, morto quando se encontrava preso no 4º Distrito Policial

Padre Revislande Araújo - que sofreu tentativas de intimidação

Ana Lúcia Figueiredo - integrante do movimento “Mães Contra a Pedofilia”, que entregou um abaixo assinado ao senador Magno Malta pedido providências efetivas para punir os culpados no esquema de pedofilia

Ivone Salucci - Presidente do Conselho de Defesa da Criança e do Adolescente de Boa Vista. Disse ao senador Magno Malta que em 2003 já havia feito denúncias à CPMI da Exploração Infantil

A maioria dessas pessoas já foram ouvidas pela CPI da Pedofilia. Outra, como o padre Revislante Araújo, leomara amaro, Alexsandeer Ladislau ainda não foram ouvidos. O blog continua acompanhando todos os passos das oitivas.

O perfil de Lidiane Foo

6 julho, 2008 por Luiz Valério

Lidiane Foo, drogada e prostituída

Esta é Lidiane Nascimento Foo, 25 anos. Pedófila, traficante e usuária de drogas assumida. Abusada sexualmente aos 12 anos pelo ex-procurador do Estado Luciano Alves Queiroz, Lidiane passou, desde então, a fazer programas em troca de dinheiro, transformando-se, mais tarde, na aliciadora e cabeça do esquema de pedofilia que envolvia empresários, políticos, autoridades e policiais de Roraima.

Ao ser convocada ontem para reconhecer os envolvidos no esquema de pedofilia, Lidiane disse ao senador Magno Malta - cara a cara com Luciano Queiroz - que perdeu a virgindade aos 12 anos de idade com o ex-procurador. Ele negou. Apontada como a cabeça do esquema de pedofilia, Lidiane é a peça principal das investigações da CPI presidida por Malta.

Ela aceitou o benefício da delação premiada e a oferta de inclusão no Programa de Proteção a Testemunha e está confessando publicamente tudo o que sabe sobre o envolvimento das autoridades e demais implicados na rede de pedofilia. Trata-se de um arquivo vivo sobre o cometimento de um crime dos mais horripilantes que a mente humana é capaz de produzir: o abuso sexual de crianças.

Como já citado, Lidiane entregou todos os podres do ex-procurador do estado, desmentiu o empresário José Queiroz da Silva, o Carola, repassando detalhes da sua preferência por garotas de treze anos. “Menina com 15 anos já era velha pra ele”, disse ela à CPI.

Lidiane também falou sobre os atos de Valdivino Queiroz da Silva, que negou conhecê-la. Ela, no entanto, afirma  que Valdivino Queiroz é seu conhecido de longa data. Lidiane entregou ainda a cafetina Kelly Kuillin Freitas, que lhe encomendava rapazes para transar com a sua namorada e agenciava meninas para Valdivino, além de traficar cocaína. Agora há pouco, entregou o seu conhedido de infância, Hebron da Silva Vilhena.

Magno Malta arguiu Lidiane sobre se Luciano Queiroz era um pedófilo. Ela disse que sim. E este aqui é pedófilo [perguntou Malta se referindo a Hebron Vilhena]. “Sim, ele é pedófilo”, respondeu Lidiane.

Esta mulher, de apenas 25 anos, é uma das provas vivas do que uma criança abusada sexualmente na infância pode se transformar quando adulta. Uma vez vítima de abuso sexual, lidiane nunca mais conseguiu sair desse submundo que deforma o caráter do homem/mulher e o transforma num criminoso doentio.

Foto: Platão Arantes

A aliciadora Kelly está sendo ouvida agora

6 julho, 2008 por Luiz Valério

Atualizado às 17h12 - Nesse instante está sendo ouvida na vice-presidência da Assembléia Legislativa a cafetina Kelly Kuillin Freitas e traficante de drogas, que agenciava garotas para o empresário Valdivino Queiroz da Silva em parceria com Lidiane Foo.

CPI da Pedofilia reabre trabalhos deste domingo

6 julho, 2008 por Luiz Valério

A CPI da Pedofilia está reiniciando agora o trabalho de oitivas dos acusados de participação no esquema de pedofilia desmontado em Roaima pela Polícia Federal. Está sendo tomado o depoimento nesse instante do servidor público Hebron da Silva Vilhena pelo senador Magno Malta (PR-SC). O servidor público acabou de dizer que está sendo alvo de um ato de covardia do Ministério Público Estadual e da Polícia Federal, pois a gravação apreendida pela polícia, segundo ele, mostra a sua filha de três meses à época, que acordou no meio da noite quando ele e sua esposa faziam sexo. A imagem está sendo usada para incriminá-lo como partícipe do esquema de pedofilia do qual é apontada como cabeça Lidiane Foo.

Empresário se diz inocente sobre acusações de pedofilia

6 julho, 2008 por Luiz Valério

Valdivino Queiroz (no mesmo campo visual do copo), apontado como um dos clientes da rede de pedofilia - Foto: Abraão Borges

Terminou agora há pocuo o depoimento do empresário Valdivino Queiroz da Silva à CPI da Pedofilia. Seguindo o ritual dos demais depoentes, ele negou todas as acusações de exploração de adoelscentes que o apontam como beneficiário do esquema do desmontado em Roraima pela Polícia Federal.

“Sou inocente e vou provar isso na justiça”, afirmou Valdivino Queiroz.

Ele negou conhecer a agenciadora Lidiane Foo, mas afirmou ter recebido várias ligações dela em seu celular. Valdivino Gomes também negou conhecer o major da PM Raimundo Ferreira Gomes, outro envolvido no esquema.

“A Polícia Federal não pediu a sua prisão porque tinha inveja do senhor, que é um homem rico, ou porque foi financiar um carro em sua concessionária e não conseguiu, não”, ironizou o presidente da CPI, senador Magno Malta.

Para contestar as negativas do empresário, Malta mandou chamar Lidiane Foo para uma acareação frente a frente com Valdivino.

Questionado se era usuário de drogas, o empresário disse que não e afirmou estar disposto a fazer qualquer exame toxicológico que seja necessário.

Lidiane cita o nome de mais um suposto envolvido no esquema de pedofilia

6 julho, 2008 por Luiz Valério

Kelly Kuillin, enquanto prestava depoimento ao senador Magno Malta

Nesse instante a agenciadora do esquema de pedofilia desmontado pela Polícia Federal, Lidiane do Nascimento Foo, adicionou nova informação com mais um nome de um suposto participante da rede de exploradores sexuais de crianças e adolescentes.

Ao confrontar as declarações prestadas pelo empresário Valdivino Queiroz da Silva, Lidiane disse que a cafetina Kelly, uma das envolvidas no esquema, agenciava meninas para o empresário Walter Vogel, conhecido em Roraima como o “Suíço” e proprietário do Haras Cunhã Pucá.

Lidiane também disse que Kelly Kuilin Freitas chegou a oferecer-lhe drogas (cocaína) e a pedir-lhe paa que agenciasse uns rapazes para a sua namorada. Lidiane continua nesse instante fazendo a confrontação de informações dos demais depoentes da CPI da Pedofilia.

Malta critica projeto que criminaliza discriminação contra homossexuais

6 julho, 2008 por Luiz Valério

Malta diz que aprovação do projeto significará legalização da pedofilia - Foto: Platão Arantes

Foi aberta há cerca de meia hora a sessão da CPI da Pedofilia para mais uma rodada de depoimentos. Nesse instante, está sendo ouvida a mãe de uma das adolescentes abusadas pelo empresário Valdivino Queiroz da Silva. A menina de apenas 13 anos está fora de Roraima, sob os cuidados do Programa de Proteção à Testemunha.

Antes de começar a ouvir a mãe da adolescente, o senador Magno Malta fez comentários manifestando a sua contrariedade ao projeto de lei que pretende tipificar como crime o preconceito a homossexuais.

“Querem instituir um império homossexual no Brasil. Querem dar direitos aos homossexuais que foram negados aos negros, aos idosos e aos deficientes. Dessa forma vai se criar uma casta especialíssima no país. Se o projeto for aprovado, estaremos legalizando a pedofilia, uma vez que não se vai poder discriminar ou contestar a opção sexual das pessoas”.

Evangélico que é, Malta defende a adoção de mecanismos que fortaleçam a família, que está desestruturada pela perda de valores e permissividade exarcebada. 

O saldo do primeiro dia de depoimentos

6 julho, 2008 por Luiz Valério

O primeiro dia dos trabalhos da CPI da Pedofilia em Roraima já rendeu alguns frutos e hoje, domingo, o segundo dia, pode render muito mais. Quais são os frutos? Mostrou, por exemplo, que a sociedade local não está disposta a ficar passiva diante de tão horrendo esquema. Resultou em mais delação de autoridades engravatadas envolvidas no esquema, ainda que os nomes não tenham vindo à tona. Ontem, nos corredores da Assembléia Legislativa, falou-se que um parlamentar estadual teria sido citado em algum momento das conversas reservadas. O nome foi dito a este colunista, porém, como não foi uma informação oficial, manteremos o sigilo sobre ele.

Também ficou escancarada a vilania de dois dos envolvidos no esquema: o ex-procurador do estado, Luciano Alves Queiroz, que se revelou além de uma mente doentia que abusa de crianças e adolescentes, um homem frio e mentiroso. Teve que ser desmentido vergonhosamente por Lidiane Foo, na frente de mais de uma centena de pessoas presentes no prelnário da Assembléia. A mesma coisa aconteceu com o empresário José Queiroz da Silva, o Carola. Mentiu, tentou esconder o jogo, mas foi desmascarado por Lidiane. Para a indignação das dezenas de mães presentes na ALE.

Outros fatos: a irmã de Lidiane Foo, Bárbara do Nascimento Foo, teve a sua prisão preventiva decretada pelo presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-SC), durante seu depoimento. Malta alegou que era uma medida para garantir a ordem e não atrapalhar as investigações. Mais um fato, ainda que não tenha assim uma ligação direta com a CPI: a família do policial Cesinha apresentou um laudo que comprovaria o seu assassinato dentro de uma delegacia de polícia, contrariando a versão oficial de que ele teria cometido suicídio. Esta notícia o blog deu em primeira mão ainda na tarde de ontem.

Daqui a pouco começa o segundo dia de interrogatórios dos envolvidos e testemunhas à CPI da Pedofilia. Muito mais novidades, contradições, mentiras, negativas de envolvimento devem surgir neste domingo. De uma coisa e certa, a vinda da CPI a Roraima dever servir, pelo menos, para alertar aos que se valem do poder político e econômico que têm para praticar todo tipo de abuso e aviltar a dignidade dos menos favorecidos.

Eu, de minha parte, espero que esse mal estar e essa ânsia de vômito provocados na sociedade local pelas revelações dos depoimentos de Lidiane Foo e demais acusados demore muito a passar, de forma que, como efeito colateral, impulsione a população roraimense a se tornar intolerante com criminosos e políticos cretinos. Esse tipo de gente deve ser varrido dos cargos públicos de uma vez por todas.

PS - Pela primeira vez o Política com Pimenta é citado pela imprensa local como fonte de informação (muitos jornalistas já usam as informações exclusivas do blog, mas nem sempre dão o crédito). A nossa matéria sobre o laudo encomendado pela família do policial Cesinha, que reforça a tese de assassinato defendida pelos parentes da vítima - postada ontem à tarde aqui no blog - foi republicada pela versão on line da Folha de Boa Vista, às 9h12 de hoje. Só faltou ao jornal dar o link do blog para o serviço ficar mais completo.

A indignação de Malta

5 julho, 2008 por Luiz Valério

“O senhor é um homem corajoso, Luciano Queiroz. Eu tenho nojo do senhor”

senador Magno Malta ao ex-procurador do Estado de Roraima, Luciano Queiroz

Carola presta depoimento e diz não conhecer Lidiane. Depois volta atrás

5 julho, 2008 por Luiz Valério

São 20h55 e está em andamento o depoimento do empresário José Queiroz da Silva, o Carola, à CPI da Pedofilia.

Carola começou a sua oitiva se recusando a responder todas as perguntas do presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-SC).

Assim como aconteceu com Luciano Queiroz, a princípio ele negou conhecer Lidiane Foo, apontada como a aliciadora das adolescentes que eram usadas na rede de pedofilia.

Diante da negativa, Magno Malta mandou entrar Lidiane Foo, que reafirmou conhecer José Queiroz desde os 13 anos de idade e que ele era seu cliente na rede de porsituição de crianças, sempre requisitando meninas as mais novas possíveis.

“Menina de 15 anos já era velha pra ele”, disse Lidiane Foo.

Depois de negar que tenha saído com adolescentes de 13 anos, Carola voltou atrás e afirmou que tinha saído sim, mas quando percebeu tratar-se de uma menor de idade ele desistiu do programa. Lidiane rebateu dizendo que era mentira e que ele havia saído com as meninas, sim. 

Lidiane também afirmou ao presidente da CPI, Magno Malta, que o seu advogado Silas Cabral a teria orientado para “limpar a barra” do empresário José Queiroz. “Ele disse para eu não falar nada sobre o Carola”, afirmou Lidiane.

Silas Cabral não compareceu à Assembléia Legislativa para a companhar o depoimento de Lidiane Foo. O senador Magno Malta pediu segurança para a mãe e a irmã de Lidiane durante a noite de hoje. Elas serão ouvidas amanhã.

O depoimento de Carola com as contra-argumentações de lidiane ainda está em andamento.

Luciano Queiroz se nega a responder perguntas e diz não conhecer Lidiane Foo

5 julho, 2008 por Luiz Valério

O ex-procurador do estado, Luciano Queiroz, quando era interrogado pelo senador Magno Malta (PR-SC) - Foto: Platão Arantes/ALE

Atualização às 19h19 - Terminou agora ha pouco a oitiva do ex-procurador do estado Luciano Alves Queiroz, um dos principais acusados de envolvimento no esquema de pedofilia desmontado pela Polícia Federal, no mês de Junho.

Um dos pontos mais tensos do depoimento do ex-procurador foi quando o senador Magno Malta (PR-SC) peguntou se ele conhecia Lidiane Foo, apontada como líder com esquema de pedofilia, e ele negou. O presidente da CPI então mandou chamar Lidiane que, na presença do público, afirmou conhecer, sim, Luciano Queiroz.

Aliás, uma das revelações feitas por Lidiane à CPI da Pedofilia foi que a sua primeira relação seuxal se deu com o ex-procurador do estado, quando ela tinha apenas 12 anos de idade. Lidiane afirmou ter sido vítima de pedófilos e, por isso, nunca mais conseguiu deixar o envolvimento com esquemas de pedofilia. Queiroz negou que tenha abusado de Lidiane Foo quando ela ainda era uma menina recém saída da infância.

Luciano Queiroz também negou conhecer Givanildo Nascimento, marido de Lidiane, e o major da Polícia Militar, Raimundo Ferreira Gomes, ambos envolvidos no esquema. Ele se nega a responder a maior parte das perguntas feitas pelo senador Magno Malta, invocando o direito de permanecer calado.

Na internet

O ex-procurador negou ainda que tivesse perfil no site de relacionamentos Orkut, onde foram encontradas evidência da sua participação na rede de pedofilia, e que usasse o comunicador instantâneo MSN.

A CPI da Pedofilia pediu a quebra de sigilo do Orkut e do Google brasileiro, operação que possibilitou a detecção de 4.500 albuns de pedofilia. Magno Malta disse que nos dois últimos anos foram detectados mais de 7 mil pedófilos brasileiros na rede mundial de computadores

Frase do dia II

5 julho, 2008 por Luiz Valério

“Medo é uma coisa de que eu já ouvi falar, mas a quem eu nunca fui apresentado”

Senador Magno Malta, presidente da CPI da Pedofilia, sobre possíveis ameaças aos membros da comissão

Magno Malta pede que desembargadores sejam rígidos com pedófilos

5 julho, 2008 por Luiz Valério

O senador e presidente da CPI da Pedofilia Magno Malta (PR-SC) disse agora há pouco que tem conversado com os desembargadores de todos os estados por onde passa, solicitando que eles não concedam liminar a advogados de pedófilos. Ontem à noite, Malta também se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça de Roraima, Robério Nunes dos Anjos, fazendo o mesmo apelo.

“Não soltar um pedófilo é fazer bem a ele mesmo, porque a sociedade está indignada e daqui a pouco um pedófilo na rua acabará sendo morto pelo povo”, disse o presidente da CPI.

O senador também afirmou que o movimento “Mães contra a pedofilia” poderá servir de exemplo para o Brasil e ajudar a melhorar a imagem de Roraima. “Então, peguem esse limão azedo que vocês têm nas mãos [o escândalo do esquema de pedofilia] e façam uma limonada”, apontando que o movimento de mães pode ajudar a acabar com a impunidade para crimes horrendos como a pedofilia.

“Quem tem coragem de abusar de uma criança de três meses, penetrar uma criança de três anos e engravidar uma de 12 é um desgraçado. A pedofilia no Brasil está nas colunas sociais, mora em condomínios de luxo, veste toga, tem patente e mandato, faz culto e celebra missa”, falou, salientando que esse tipo de crime não é apenas “coisa de pobre”, como era dito no passado.

 

Lidiane se recusa a falar abertamente sobre rede de pedofilia

5 julho, 2008 por Luiz Valério

Lidiane Foo, no início da sua oitiva, antes de se decidir pelo depoimento reservado a Magno Malta (Foto - Platão Arantes/Ascom-ALE)

Começou acerca de meia-hora a oitiva de acusados e testemunhas do caso de pedofilia desbaratado pela Polícia Federal em Roraima. A primeira a ser ouvida seria a dona-de-casa Lidiane Nascimento Foo, apontada como líder do esquema, mas ela preferiu falar de forma reservada ao presidente da CPI, Magno Malta (PR-SC), em troca da sua inclusão no Programa de Proteção à Testemunha.

As dezenas de pessoas presentes no plenário da Assembléia Legislativa de Roraima não gostaram de saber que não vão tomar conhecimento das declarações de Lidiane. Mas o depimento reservado é um direito da depoente e isso precisa ser respeitado, até porque faz parte das normas da CPI.

O senador Magno Malta disse que os crimes dos quais Lidiane é acusada, juntos, já somam mais de 200 anos de prisão e que, por isso, ela poderia ser beneficiada com a redução da pena e a sua inclusão no PPA, caso decidisse falar tudo o que sabe. Ela aceitou, frisando que preferia falar reservadamente, pois teme pela sua vida tanto dentro como fora da cadeia.

O advogado de Lidiane Foo, Silas Cabral, não compareceu à Assembléia Legislativa para acompanhar a oitiva da sua cliente e o senador Magno Malta teve que nomear um substituto. O presidente da CPI advertiu Lidiane de que ao aceitar ser incluída no Programa de Proteção à Testemunha ela não pode mentir e o benefício só passará a valer quando for comprovada a veracidade das informações por ela prestadas.

Lidiane chegou a interromper a fala do senador Magno Malta para dizer que também foi usada pelo esquema de pedofilia.

“Temos que olhar para Lidiane também como vítima de uma sociedade vil e indecente”, disse Malta.

Laudo paralelo diz que Cesinha foi assassinado

5 julho, 2008 por Luiz Valério

José Nazareno (camisa verde), irmão do policial Cesinha, junto a família indignada na Assembléia Legislativa de Roraima

Um novo elemento técnico pode mudar os rumos da investigação em torno da morte do policial Júlio César Cavalcante, o Cesinha, preso pela polícia quando coagia testemunhas que poderiam incriminar os envolvidos no esquema de pedofilia desmontado pela Polícia Federal, no mês de junho.

Cesinha morreu quando estava preso no 4º Distrito Policial, com um tiro no peito. A família nunca acreditou na tese de suicício. Desde então tem denunciado na imprensa a possibilidade de queima de arquivo.

Agora há pouco, o irmão mais novo de Cesinha, José Nazareno Cavalcante Teles  disse ao blog que a família encomendou a realização de um laudo paralelo, através do advogado Nilter Pinho, contratado pelos parentes do policial morto.

O laudo, segundo ele, aponta que o tiro que vitimou Cesinha foi disparado de cima para baixo. Isso anularia a possibilidade de suicídio, conforme as afirmações de José Nazareno ao blog.

“A família nunca acreditou em suicídio. Então, fomos à OAB e ao Ministério Público Estadual, por meio do nosso advogado, e requeremos a realização de um laudo paralelo. A peça que está com o nosso advogado aponta que o disparo foi feito de cima para baixo, o que tira qualquer possibilidade de suicídio”, comentou.

O irmão do policial disse que, ainda não satisfeita com o laudo, a família vai requerer do presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-SC), e da justiça roraimense a exumação do corpo de Cesinha para comprovar a tese dos parentes de que ele foi de fato assassinado, como queima de arquivo.


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