Educação não pode ficar em segundo plano

30 maio, 2008 por Luiz Valério

O governador Anchieta Júnior (PSDB) começa a enfrentar as primeiras adversidades com os servidores públicos. Os últimos dis foram marcados por duelos verbais na imprensa.

O fato é que a idéia do governo, de dar aumento diferenciado para os policiais civis em detrimento das outras categorias, “queimou o seu filme” com o funcionalismo.

Os primeiros a se mostrarem insatisfeitos foram os professores. E com razão. Não consigo entender um governo que fala tanto em priorizar a educação e faz exatamente o contrário. Agora os professores paralisaram as atividades por não terem as suas reivindicações atendidas.

No início da semana os profissionais de enfermagem também saíram às ruas reclamando valorização das suas atividades.

Essas podem ser manifestações pontuais, mas também podem representar o início de um movimento que estava encubado esperando o momento exato para explodir. 

No caso dos professores, fica a sensação de que ter uma educação de qualidade na verdade pouco importa. O governo vai ter que dar uma resposta para a categoria.

De nada adianta querer confrontar com os professores numa guerra midiática, usando jornais e televisão. E os professores também precisam se mostrar mais maleáveis e dispostos a conversar. Para tanto, é preciso habilidade de um e outro lado. E isso é o que está faltando.

Dengue: a contribuição dos desleixados

19 abril, 2008 por Luiz Valério

Um dos problemas que dificultam o combate à dengue em Roraima são os muitos terrenos baldios abandonados pelos seus proprietários principalmente na capital, Boa Vista.

Tomadas pelo matagal, essas propriedades acabam por servir como criadouros para o mosquito aedes aegipty, devido ao acúmulo de lixo.

Para piorar a situação, alguns desses lotes pertencem pessoas detentoras de cargos políticos, que mesmo sendo informadas da situação dos seus terrenos fazem vista grossa.

De outro lado, o poder público, mesmo notificado da situação, não adota providências. Um exemplo: do lado da casa deste blogueiro há um imenso terreno baldio pertencente a uma deputada estadual, que mesmo instada a cuidar da sua propriedade não tomou nenhuma providência.

O matagal toma conta do local e cães vadios levam lixo para lá, propiciando a proliferação do mosquito da dengue. Já foram feitas duas denúncias à prefeitura de Boa Vista para que sejam tomadas as medidas cabíveis, mas até agora, nada.

É daí que se pode medir o grau de compromisso de determinados políticos para com o bem-estar da população. Muitos não cuidam nem do que é seu…

Não deixe que Roraima vire um Rio

18 abril, 2008 por Luiz Valério

Começo hoje, aqui no blog, uma campanha de sensibilização para ações de combate à dengue em Roraima. Para que o estado não vire um Rio de Janeiro, no que diz respeito à epidemia de dengue, é preciso que cada um faça a sua parte.

E eu já inicio dizendo que já foram notificados este ano nada menos que 320 casos de dengue em Boa Vista, conforme dados fornecidos pela Assessoria de Comunicação da prefeitura da Capital. Dividindo esse número pelos quatro meses ainda inconclusos, pois que estamos em meados de abril, temos 80 casos de dengue por mês. isso é muito.

O mais preocupante: ainda de acordo com a Ascom da Prefeitura, esta semana cinco crianças deram entrada no Hospital da Criança Santo Antônio com os sintomas de agravo da dengue, o que levantou suspeita de dengue hemorrágica. Elas receberam os cuidados necessários, conseguiram se recuperar e já tiveram alta da Unidade.


Então, para que não vivamos um drama igual aos nossos irmãos cariocas, precisamos eliminar de nossos quintais qualquer objetov que possa acumular água e servir de criatório de mosquito Aedes Aegipty. Portante, recolha latas de cerveja, garrafas, copos descartavéis, pneus velhos, baldes e qualquer outro recipiente que acumule água.

Para quem tem plantas em casas, é bom dar uma verificada frequentes nos vaos para renovar a água ou eliminar a que estiver armazenada. Aconselho colocar areia nos vasos das plantas para não dar chance ao mosquito da dengue. Também não jogue lixo pelas calçadas da cidade. A saúde da comunidade agradece.

Estarei constantemente publicando notas com orientações e observações sobre como combater a dengue. Também estarei denunciado com fotos os desleixados que negligenciarem no que diz respeito aos cuidados necessários para evitar uma epidemia. Não podemos apenas cobrar ações do poder público. Temos que fazer a nossa parte.

Imagem: blog de Alcinéa Cavalcante

Informações úteis sobre a dengue

18 abril, 2008 por Luiz Valério

Tipos da doença:

Dengue clássica: Os sintomas podem variar. Geralmente, a primeira manifestação é a febre de 39 a 40ºC, seguida de dor de cabeça, dor nas articulações, perda de apetite, náuseas e vômitos. Alguns aspectos clínicos podem estar relacionados com a idade do paciente. A dor abdominal generalizada pode ocorrer, principalmente, nas crianças.

A duração da doença varia de 5 a 7 dias. Geralmente com o desaparecimento da febre ocorre a regressão dos sinais e dos sintomas, podendo ainda persistir a fadiga.

Febre hemorrágica da dengue (FHD): Os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica, porém rapidamente evoluem para manifestações hemorrágicas. Os casos típicos da FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos e insuficiência circulatória.

A definição de caso de FHD, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), consiste nos seguintes critérios:

1) febre;
2) manifestações hemorrágicas, incluindo pelo menos uma prova de laço positiva (exceto em casos de choque) e, possivelmente, fenômenos de sangramento menores ou maiores;
3) trombocitopenia (redução do número de plaquetas do sangue – 100.000 mm3 ou menos);
4) hemoconcentração: hemotócríto aumentado em 20% ou mais, ou evidência objetiva de aumento da permeabilidade capilar.

Blogagem coletiva: vamos por um fim no analfabetismo

18 abril, 2008 por Luiz Valério


Tive a minha primeira experiência como professor em 1997. Havia ingressado no Curso de Letras da Universidade regional do Cariri (Crato-Ceará) no ano anterior e acabei por ser convidado para ministrar aulas de língua portuguesa numa escola particular - uma das mais tradicionais da minha cidade - voltada para alunos de classe média-alta.

No ano seguinte, mudei de escola e passei a lecionar português e inglês para alunos da 5ª a 8ª série. Em 2001, com um ano de atraso por ter que me dividir entre o estudo, a recém iniciada vida de casado e o trabalho de jornalista/radialista, conclui o Curso de Letras. No ano seguite (2002), desembarquei em Roraima onde viria a ter a minha mais gratificante experiência na área da educação.

Foi aqui, já contratado como professor da rede estadual de ensino, que travei minha primeira experiência com uma sala de Educação de Jovens e Adultos. Trata-se de um público adorável, composto de pessoas que não tiveram oportunidade de estudar quando mais jovens ou tiveram que interromper a vida estudantil por uma série de motivos pessoais, e retomaram os estudos já na idade adulta.

Como foi gratificante a vivência com essas pessoas! Recebia de meus alunos uma atenção toda especial e procurava retribuir da melhor maneira possível, repassando-lhes tudo o que havia aprendido na minha até então breve história de educador. Oferecia-lhes o meu melhor. Parte dos meus alunos eram pessoas com dificuldades extremas no trato com a língua portuguesa, com problemas de falta de leitura. Mas hoje tenho a grata satisfação de encontrar alguns deles na faculdade, inclusive como alunos meus no curso de jornalismo. Como isso é bom!

Mas carrego comigo uma insatisfação imensa: como ainda existem pessoas semi-alfabetizadas em nosso país e em Roraima em particular! E me questiono: o que posso fazer para amenizar esse problema? Por esses dias estava discutindo com uma colega agitadora cultural, poetisa, a Zanny Adairalba, sobre um projeto conjunto para trabalharmos com alfabetização, incetivo à leitura e noções de comunicação comunitária, por meio de aulas de aufabetização, um projeto de rádio comunitária e produções de vídeo-documentários.

Trata-se de um projeto que ainda está sendo elaborado, mas que vou me empenhar com afinco para conseguir por em prática. Lógico que precisaremos de apoios diversos, mas buscaremos apresentar o projeto a orgãos financiadores desse tipo de iniciativa, como a Petrobras, para que possamos realizá-lo. A idéia é atender comunidades carentes nos bairros periféricos de Boa Vista, capital de Roraima, e nos municípios do interior, onde crianças e jovens ficam jogados à própria sorte.

Esta será uma iniciativa com a qual buscarei contribuir para amenizar esse estigma do analfabistmo no Brasil. É inconcebível que um país seja ao mesmo tempo tão rico e tão miserável.

Pronera leva educação a assentados do Incra

15 abril, 2008 por Luiz Valério


Nove mil e quinhentas pessoas foram beneficiadas pelo Programa Nacional de Educação Na Reforma Agrária (Pronera), em Roraima, nos oito anos de implantação da iniciativa no Estado. A nível nacional o Pronera já vem sendo executado há dez anos.

Os números foram passados hoje pela manhã pela cúpula do Instituto Nacional de Colonização e Roforma Agrária em audiência pública realizada na Assembléia Legislativa roraimense.

Conforme os dados repassados pelo Incra, atualmente existem 54 mil pessoas estudando nos 134 cursos espalhados pelo Brasil nas mais diversas áreas do saber.

Uma das metas da Superitendência do Incra em Roraima, que tem à frente o ex-deputado petista Titonho Beserra, é vencer o analfabetismo nas áreas de assentamento do governo federal e promover a qualificação de jovens a partir dos 15 anos e adultos.

Nos oito anos de atuação do pronera em Roraima, 9.564 assentados e filhos de assentados tiveram acesso a escolas e universidades convenidadas.

“Desse total, 600 tiveram acesso este ano à alfabetização, outros 600 estão cursando da 5ª a 8ª série do ensino fundamental e 200 concluem o segundo ano do Curso Normal Superior, equivalente ao Curso de Pedagogia”, informa a Assessoria de Comunicação do Instituto.

1)Nota do editor: a divulgação destas informações neste post faz parte da participação deste blog na Campanha da Blogosfera contra o analfabetismo.

2)Nota do Editor: dia 18 tem blogagem coletiva sobre o assunto. Não perca!


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