A justiça brasileira tarda e quase sempre falha.

Só não falha quando tem que se pronunciar a favor de gente endinheirada.

Daniel Dantas que o diga.

Aqui em Roraima a justiça também tem dado sinais de que é falha e que está pouco sintonizada com os anseios da sociedade.

A soltura, no meio da semana, de dois acusados de envolvimento no esquema de pedofilia demontado pela Polícia Federa e Mínistério Público, em junho, causou indignação.

O empresário José Queiroz da Silva, o Carola,e o servidor do Tribunal Regional Eleitoral, Hebron da Silva Vilhena, foram beneficiados pela decisão da Câmara Única do Tribunal de Justiça de Roraima lhes concedeu habeas corpus.

Nas minhas aulas da disciplina Jornalismo e Opinião Pública o assunto foi debatido, inevitavelmente, com os alunos.

Como pode a Justiça ser tão célere para agir em benefício de pessoas ricas e tão lerda e leniente quando tem que se pronunciar pelos menos favorecidos.

Quantos detentos não esperam, neste momento,nos presídios roraimenses pelo julgamento dos seus processos para poder ganhar a liberdade?

Quantos outros já cumrpriram o seu tempo de pena e ainda continuam presos por não ter condições de pagar a dvogado.

E ainda: Tantos os que foram injustiçados ao receberem uma pena pesada demais por crimes não tão graves, como pequenos roupos e furtos.

Mas quando os envolvidos em crimes são membros da elite, logo a Justiça se mobiliza e trata de agir de forma rápida.

Que país é esse? Aonde vamos parar?

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