A grande quantidade de ações de impugnação de candidatura movidas pelo Ministério Público contra políticos de Roraima que tentam se eleger prefeito ou vereador merece reflexão por parte do eleitor.

A maior parte dos que correm o risco (será?) de ter a sua candidatura impugnada é composta de pessoas que já tiveram a oportunidade de exercer fuções públicas - seja como vereador, prefeito ou deputado estadual - e deixaram rastros de desmandos por onde passaram.

Houve um tempo em que políticos com mandato deixavam Roraima para ir fazer farra com dinheiro público em Manaus. Eles eram prefeitos, vereadores, deputados, enfim, aqueles nos quais o eleitor confiou o seu voto e foi traído.

Muitos desses senhores agora estão sendo apontados pelo Ministério Público como inaptos para exercerem um novo mandato. Resta saber se a Justiça Eleitoral vai reiterar o ponto de vista do MPE.

Caso as ações de impugnação não dêem em nada, caberá ao eleitor dizer um não a essas figuras que nada têm a oferecer à coletividade. É preciso que haja uma reação em cadeia contra a corrupção que graça no Brasil.

E ela deve começar pelos pequenos municípios, onde é possível fiscalizar os homens públicos mais de perto. Aqueles que já demonstraram inaptidão para lidar com os bens públicos devem ser reprovados na avaliação das urnas. Fique de olho, amigo eleitor.

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