O ex-procurador do estado, Luciano Queiroz, quando era interrogado pelo senador Magno Malta (PR-SC) - Foto: Platão Arantes/ALE

Atualização às 19h19 - Terminou agora ha pouco a oitiva do ex-procurador do estado Luciano Alves Queiroz, um dos principais acusados de envolvimento no esquema de pedofilia desmontado pela Polícia Federal, no mês de Junho.

Um dos pontos mais tensos do depoimento do ex-procurador foi quando o senador Magno Malta (PR-SC) peguntou se ele conhecia Lidiane Foo, apontada como líder com esquema de pedofilia, e ele negou. O presidente da CPI então mandou chamar Lidiane que, na presença do público, afirmou conhecer, sim, Luciano Queiroz.

Aliás, uma das revelações feitas por Lidiane à CPI da Pedofilia foi que a sua primeira relação seuxal se deu com o ex-procurador do estado, quando ela tinha apenas 12 anos de idade. Lidiane afirmou ter sido vítima de pedófilos e, por isso, nunca mais conseguiu deixar o envolvimento com esquemas de pedofilia. Queiroz negou que tenha abusado de Lidiane Foo quando ela ainda era uma menina recém saída da infância.

Luciano Queiroz também negou conhecer Givanildo Nascimento, marido de Lidiane, e o major da Polícia Militar, Raimundo Ferreira Gomes, ambos envolvidos no esquema. Ele se nega a responder a maior parte das perguntas feitas pelo senador Magno Malta, invocando o direito de permanecer calado.

Na internet

O ex-procurador negou ainda que tivesse perfil no site de relacionamentos Orkut, onde foram encontradas evidência da sua participação na rede de pedofilia, e que usasse o comunicador instantâneo MSN.

A CPI da Pedofilia pediu a quebra de sigilo do Orkut e do Google brasileiro, operação que possibilitou a detecção de 4.500 albuns de pedofilia. Magno Malta disse que nos dois últimos anos foram detectados mais de 7 mil pedófilos brasileiros na rede mundial de computadores

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