Lidiane Foo, no início da sua oitiva, antes de se decidir pelo depoimento reservado a Magno Malta (Foto - Platão Arantes/Ascom-ALE)

Começou acerca de meia-hora a oitiva de acusados e testemunhas do caso de pedofilia desbaratado pela Polícia Federal em Roraima. A primeira a ser ouvida seria a dona-de-casa Lidiane Nascimento Foo, apontada como líder do esquema, mas ela preferiu falar de forma reservada ao presidente da CPI, Magno Malta (PR-SC), em troca da sua inclusão no Programa de Proteção à Testemunha.

As dezenas de pessoas presentes no plenário da Assembléia Legislativa de Roraima não gostaram de saber que não vão tomar conhecimento das declarações de Lidiane. Mas o depimento reservado é um direito da depoente e isso precisa ser respeitado, até porque faz parte das normas da CPI.

O senador Magno Malta disse que os crimes dos quais Lidiane é acusada, juntos, já somam mais de 200 anos de prisão e que, por isso, ela poderia ser beneficiada com a redução da pena e a sua inclusão no PPA, caso decidisse falar tudo o que sabe. Ela aceitou, frisando que preferia falar reservadamente, pois teme pela sua vida tanto dentro como fora da cadeia.

O advogado de Lidiane Foo, Silas Cabral, não compareceu à Assembléia Legislativa para acompanhar a oitiva da sua cliente e o senador Magno Malta teve que nomear um substituto. O presidente da CPI advertiu Lidiane de que ao aceitar ser incluída no Programa de Proteção à Testemunha ela não pode mentir e o benefício só passará a valer quando for comprovada a veracidade das informações por ela prestadas.

Lidiane chegou a interromper a fala do senador Magno Malta para dizer que também foi usada pelo esquema de pedofilia.

“Temos que olhar para Lidiane também como vítima de uma sociedade vil e indecente”, disse Malta.

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