José Nazareno (camisa verde), irmão do policial Cesinha, junto a família indignada na Assembléia Legislativa de Roraima

Um novo elemento técnico pode mudar os rumos da investigação em torno da morte do policial Júlio César Cavalcante, o Cesinha, preso pela polícia quando coagia testemunhas que poderiam incriminar os envolvidos no esquema de pedofilia desmontado pela Polícia Federal, no mês de junho.

Cesinha morreu quando estava preso no 4º Distrito Policial, com um tiro no peito. A família nunca acreditou na tese de suicício. Desde então tem denunciado na imprensa a possibilidade de queima de arquivo.

Agora há pouco, o irmão mais novo de Cesinha, José Nazareno Cavalcante Teles  disse ao blog que a família encomendou a realização de um laudo paralelo, através do advogado Nilter Pinho, contratado pelos parentes do policial morto.

O laudo, segundo ele, aponta que o tiro que vitimou Cesinha foi disparado de cima para baixo. Isso anularia a possibilidade de suicídio, conforme as afirmações de José Nazareno ao blog.

“A família nunca acreditou em suicídio. Então, fomos à OAB e ao Ministério Público Estadual, por meio do nosso advogado, e requeremos a realização de um laudo paralelo. A peça que está com o nosso advogado aponta que o disparo foi feito de cima para baixo, o que tira qualquer possibilidade de suicídio”, comentou.

O irmão do policial disse que, ainda não satisfeita com o laudo, a família vai requerer do presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-SC), e da justiça roraimense a exumação do corpo de Cesinha para comprovar a tese dos parentes de que ele foi de fato assassinado, como queima de arquivo.

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