CPI da Pedofilia: o que foi e o que precisa ser
8 julho, 2008 por Luiz ValérioO clima em Roraima voltou ao normal depois da ruidosa passagem da CPI da Pedofilia pelo estado. Foram três dias (sábado, domingo e segunda) de muitas expectativas, poucas novidades tornadas públicas sobre o esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes, muitos comentários e cogitações de bastidores.
Mas outras novas pistas e indícios certamente foram repassados à CPI nos depoimentos reservados. O surgimento de mais uma aliciadora, a cafetira Kelly Kuillin Freitas, deve trazer muito mais subsídios ao trabalho do Ministério Público e da Polícia Federal. Afinal, Roraima tem um triste histórico de tráfico de meninas pra a Guyana, Venezuela e Holanda e Kelly deve saber de muita coisa.
Por outro lado, os organismos de segurança precisam garantir a vida das testemunhas, principalmente Lidiane Foo, Ivone Salucci, Tarcísio Vital, Socorro Santos e Augusto amaral, que tiveram seus nomes listados num bilhete ameaçador, conforme leitura feita ontem durante os trabalhos da CPI pelo senador Magno Malta (PR-ES).
A vinda da CPI não é garantia de que o caso será desvendado na sua totalidade. Será preciso que a sociedade local permaneça vigilante e cobre das autoridades uma resposta para esses horrendos crimes cometidos contra ciranças e adolescentes.
O movimento “Mães Contra a Pedofilia” precisa continuar ativo e ocupando os meios de comunicação com ações e cobranças para que o caso não caia no esquecimento. A revelação de que há jornalistas e proprietários de meios de comunicação envolvidos no esquema é fator preocupante, mas também mais um motivo para que a cobrança e a vigilância seja redobrada. Sobre essa fato, curiosamente houve site e jornalistas que não escreveram uma linha sequer sobre os trabalhosd a CPI.
A imprensa só tem razão de ser quando cumpre o seu papel social de informar eficientemente à sociedade. Mas não só isso: é preciso se colocar à disposição dessa mesma sociedade para reverberar os seus clamores, as suas angústias e as suas necessidade sem sensacionalismo e com muita seriedade. A imprensa tem que ser educadora e instrutora do povo, que no Brasil, tem o seu direito a uma educação de qualidade negado.
Os próximos passos das investigações da CPI, MInistério Pùblico e Polícia Federal sobre o esquema de pedofilia descoberto parcialmente em Roraima serão decisivos para demontar efetivamente todo essa máquina de deformação humana que foi construída no estado com a participação de autoridades, políticos, advogados, médidos, jornalistas e cafetinas.
Até agora, avançamos apenas alguns centímetros para além da ponta do monstruoso iceberg.
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Luiz Valério, 33, jornalista e blogueiro. Atua como repórter político desde 1997. Iniciou a carreira como repórter esportivo de rádio no Ceará. Formado em Letras, com Especialização em Comunicação Social e Novas tecnologias. Atualmente, atua como professor universitário.
Este blog, que denominei de Política com Pimenta, tem por finalidade publicar notícias e comentários sobre o tema política, desde a sua concepção mais rasteira, a partidária, até a política macro que envolve toda a vida em sociedade. Para exercer esse papel com lealdade aos leitores, o blog e seu autor se prendem aos princípios éticos que regem a profissão de jornalista. Temos como compromisso primeiro a busca pela informação correta sempre primando e defendendo, a qualquer custo, a liberdade de expressão.

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8 julho, 2008 às 17:33
É realmente vergonhosa a posição da maioria dos profissionais de impresa em Boa Vista.Nem sei se posso chamar de profissionais.Hoje estão cuidadosos porque viram que a Policia Federal e o Ministerio Público não estão de brincadeira.Uma impresa triste de si vê,vergonhosa! Estou a pouco tempo em Boa Vista e fico muito triste em poder comparar outras empresas de comunicação com as dessa cidade.
No sabádo passado tive acesso a seu blog e começei a respeita-lo ,achei o mais profissional.Não te conheço, quero te dizer que esse estado precisa desse tipo de profissional “Que seja jornalista de verdade” no sentido verdadeiro da palavra.