CPI conclui trabalho em Roraima, mas oitivas continuam em Brasília
7 julho, 2008 por Luiz ValérioMagno Malta: entrevista depois do encerramento dos trabalhos da CPI em Roraima
Atualizado e revisto às 20h08 - O presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), afirmou agora há pouco em entrevista coletiva à imprensa, após o encerramento dos trabalhos da comissão no estado, que existe a gravação de uma conversa telefônica entre o advogado e conselheiro da OAB em Roraima, Alexsander Ladislau, e o ex-procurador do estado, Luciano Alves Queiroz, que compromete o membro da Ordem dos Avogados do Brasil. O conteúdo da gração não foi detalhado por Malta. O senador observou que Ladislau estava sendo convocado antes mesmo da prisão de Luciano Queiroz.
De acordo com o presidente da CPI, foi feito um acordo ele e o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, para que Alexsander Ladislau preste depoimento em Brasília. O senador afirmou que a OAB concordou em não aceitar o habeas corpus apresentado pelo advogado. ”Nós acordamos em não trazê-lo coercitivamente para depor e o presidente da OAB se comprometeu em apresentá-lo à CPI em Brasília”, explicou Malta.
Mais citados
Magno Malta disse que Lidiane Foo não é a única a liderar a rede de pedofilia em Roraima. Segundo ele, existe muito mais gente envolvida no esquema. “Existem outros que fazem parte de um grande grupo de empresas de molestadores de crianças e adolescentes”, frisou. Conforme Malta, entre os citados há “jornalistas, dentistas, médicos, políticos, vendedores de feira e proprietários de empresas de comunicação”. Ele não descartou a possibilidade de que com o andar das investigações haja novas prisões.
Ao encerrar os trabalhos da CPI em Roraima, Malta pediu que a sociedade local fique atenta à segurança de Lidiane Foo. “Ajudem com os olhos. Nós não vamos querer ver manchetes de jornal dizendo que “a moça que falou à CPI da Pedofilia foi assassinada”, comentou. “Visitem a filha de Lidiane”, pediu em seguida. O senador disse que tudo que foi prometido a Lidiane será cumprido pela CPI.
Citando a sua própria condição de ex-drogado, Malta disse que Lidiane pode construir um futuro diferente para ela. “Quando você entrou para depor no sábado, ouviu palavras de baixo calão e vaias. Quando resolveu ficar do lado do bem e falar a verdade, o posicionamento das pessoas em relação a você mudou completamente”, argumentou.
Malta disse que será dado início à investigação das adolescentes de famílias ricas que também são usadas pela rede de pedofilia. A Polícia Federal e o Ministério Público Estadual vão dar continuidade à investigação.
Avaliação dos trabalhos
Malta avaliou o trabalho da CPI como “muito positivo”. Disse ter sido um trabalho feito com base numa investigação séria e que o fato de Lidiane Foo ter aceito a oferta de entrar no Programa de Proteção a Testemunha ajudou bastante a coletar mais informações importantes.
Quanto ao deputado federal Luciano de Castro (PR), Malta disse que ele se apresentou espontâneamente à CPI pedindo para ser ouvido e que a sua oitiva se dará em Brasília, quando do retorno da CPI à capital federal. “A melhor coisa para quem é citado é querer ser ouvido”, afirmou o senador.
O advogado Silas Cabral, que não compareceu para acompanhar seus clientes nos interrogatórios, também será ouvido em Brasília, principalmente depois que Lidiane Foo o acusou de tê-la orientado a mentir para a CPI com a finalidade de proteger o empresário José Queiroz da Silva, o Carola.
Foto: Abraão Borges
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Luiz Valério, 33, jornalista e blogueiro. Atua como repórter político desde 1997. Iniciou a carreira como repórter esportivo de rádio no Ceará. Formado em Letras, com Especialização em Comunicação Social e Novas tecnologias. Atualmente, atua como professor universitário.
Este blog, que denominei de Política com Pimenta, tem por finalidade publicar notícias e comentários sobre o tema política, desde a sua concepção mais rasteira, a partidária, até a política macro que envolve toda a vida em sociedade. Para exercer esse papel com lealdade aos leitores, o blog e seu autor se prendem aos princípios éticos que regem a profissão de jornalista. Temos como compromisso primeiro a busca pela informação correta sempre primando e defendendo, a qualquer custo, a liberdade de expressão.

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