Secretários explicam destino de verbas para professores
10 junho, 2008 por Luiz ValérioContinua o impasse que envolve os professores e o governo de Roraima. A categoria dos educadores mantém a greve - esta era a situação até há pouco mais de uma hora - e o governo continua a sua alegação de que não tem como conceder o aumento de 35% pleiteado por eles.
Hoje pela manhã os secretários Luciano Moreira (Educação) e Leocádio Vasconcelos (Fazenda) estiveram na Assembléia Legislativa prestando esclarecimentos sobre os resíduos do Fundo de Desenolvimento da Educação Básica. Foi uma chuva de números.
Vasconcelos apresentou alguns dados que relaciono abaixo:
1) De acordo com o secretário da Fazenda, em 31.12.2006 foi contabilizado o saldo de R$ 39.846.723,24 de resíduos do antigo Fundef, oriundos das gestões anteriores. Seriam sobras de um período correspondente a cinco anos: de 2001 a 2006;
2) Em 2007 foram quitados restos a pagar no valor de R$ 13.430.642,28. Ficou, segundo Vasconcelos, um saldo de R$ 26.416.081,66.
3) Ainda de acordo com o secretário, a receita do Fundef para 2007 (antes da regulamentação do Fundeb) foi de R$ 190.866.329,76. Desse total foram pagas despesas no valor total de R$ 166.922.696,86, mais um abono de R$ 8.893.440,66. Ficaram restos a pagar para 2008 no montante de R$ 17.658.823,00. E ainda sobrou um saldo de R$ 293.369,12.
4) Leocádio disse que o resumo do saldo bancário da Secretaria de Educação no dia 31.12.2007 era o seguinte: R$ 50.361.714,64 disponível em conta; R$ 8.893.440,86 pagos de abono; R$ 20.767.369,63 de restos a pagar com pessoal para 2008; R$ 14.758.823,00 restos a pagar (outras despesas não especificadas), perfazendo um subtotal de R$ 44.419.633,48.
5) Assim teria ficado um saldo de para ser incorporado à receita deste ano no valor de 5.542.081,16.
As colocações sobre a destinação dos recursos do Fudef e Fundeb são confusas para um leigo em contabilidade e orçamento público e parece não ter entrado direito na cabeça dos professores. Sempre ficam interrogações. E, na prática, o governo tenta, tenta, mas não consegue explicar porque não pode conceder os 35% de aumento aos educadores.
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Luiz Valério, 33, jornalista e blogueiro. Atua como repórter político desde 1997. Iniciou a carreira como repórter esportivo de rádio no Ceará. Formado em Letras, com Especialização em Comunicação Social e Novas tecnologias. Atualmente, atua como professor universitário.
Este blog, que denominei de Política com Pimenta, tem por finalidade publicar notícias e comentários sobre o tema política, desde a sua concepção mais rasteira, a partidária, até a política macro que envolve toda a vida em sociedade. Para exercer esse papel com lealdade aos leitores, o blog e seu autor se prendem aos princípios éticos que regem a profissão de jornalista. Temos como compromisso primeiro a busca pela informação correta sempre primando e defendendo, a qualquer custo, a liberdade de expressão.

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11 junho, 2008 às 14:41
A minha irmã que é professora em Belém também estava em greve até semana passada…uma profissão tão bonita e pouco valorizada, uma pena!