O  professor Nélvio Paulo Dutra dos Santos, doutor em desenvolvimento sustentável e professor da Universidade Federal de Roraima, disse ontem durante do debate sobre “O processo de coupação e gestão de terras na Amazônia e o papel a mídia” que o problema dos assentamentos estaduais em terras da União é bem mais sério que a questão da terra indígena Raposa Serra do Sol.

A justificativa para a afirmação é que nesses assentamentos existem entre 25 e 30 mil pessoas que, a depender de como venha ficar a situação da posse dessas terras, podem ser desabrigadas.

Lotes urbanos

Outra observação curiosa do professor Nélvio foi quanto ao fato de em Boa Vista haver mais lotes urbanos do que rurais. Ele chamou a atenção para o fato de que as áreas mais altas da cidade estar sendo loteadas por empresas de pessoas conhecidas da sociedade local, enquanto as pessoas pobres são condenadas a viver em áreas baixas, sujeitas a alagamentos.

“Empresas agropecuárias são proprietárias de lotes urbanos que viram lotes rurais para se tornarem em lotes urbanos novamente logo em seguida”, criticou. “A terra virou um bem de troca mais do que de uso.

 

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