A greve dos professores de Roraima terminou no final da tarde. Vitória da categoria que demonstrou persistência e senso de união como não se via há mais de uma década. O governo, por seu turno, sofreu uma derrota sem precedentes. Teve que ceder aos reclamos e à força demonstrada pelos professores. Bom para a sociedade, cujos filhos voltarão às aulas nesta quinta-feira (19).

O fim da greve foi decidido numa nova audiência entre os representantes do Sindicato dos Professores (Sinter) e membros do governo estadual: secretário Luciano Moreira (Educação), Edival Braga (procurador do Estado) e ainda o representante do Ministério Público, Luiz Antônio Araújo de Souza.

Na presença do juiz Parima Dias Veras, o Governo do Estado se comprometeu em conceder 15% de aumento aos professores com pagamento retroativo ao mês de abril. O pagamento será feito em julho. De sua parte, o Sinter assumiu o compromisso de repor as aulas não ministradas até o dia 15 de julho.

Caso isso não ocorra, ou seja, os professores não façam a reposição das aulas, terão descontados os dias letivos não trabalhados da remuneração. Também serão descontados os dias paralisados e não repostos em aulas efetivas.

O Ministério Público teve importante atuação na negociação ao requerer a redução da multa aplicada ao Sinter para cinco mil reais, valor que será revertido em benefício do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de Roraima. A multa será discontada mensalmente em parcelas de R$ 1 mil da conta do Sinter a partir do mês de julho.

Bom, dessa forma, a categoria dos educadores saiu fortalecida. Como ocorreu no estado do Piauí recentemente, mais uma vez o governo saiu derrotado ao medir força com os professores. Em qualquer outro país, os professores são devidamente respeitados e valorizados. Aqui no Brasil a profissão sofre com o descaso das autoridades.

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