O que teríamos para comemorar:

1) uma Amazônia devastada em consequência da inconsequência humana;

2) um ministro do Meio ambiente fanfarrão, nas palavras do jornalista Cláudio Ângelo, da Folha de São Paulo, que em vez de decretar uma cassada aos devastadores da floresta declara que vai mandar prender os bois que pastam na Amazônia;

3) um presidente da República que demonstra não ter coragem para peitar os homens do agronegócio pelo bem da floresta amazônica e, diga-se, do clima mundial (mas o presidente Lula diz que seu governo não tem medo do debate sobre preservação);

4) políticos como Blairo Maggi, governador do Mato Grosso, que acham que cobrar o respeito às leis ambientais é embargar a economia do seu estado;

5) a ainda indefinida situação da Raposa Serra do Sol…

6) um partido verde em Roraima que defende a causa dos destruidores do meio ambiente; etc.

Não, definitivamente não temos motivo para comemorar. Temos sim, muito o que fazer para sensibilizar os que ainda acham que defender o meio ambiente é coisa de “sociólogo barbudo, cabeludo e meio sujo”.

Não, defender o meio ambiente é defendar a vida de cada um de nós. É uma causa ao mesmo tempo coletiva e individual. Afinal, quem quer morrer asfixiado por falta de ar ou pelo ar poluído ou de sede, devido à falta de água potável? Eu não quero.

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