Ottomar Pinto foi o governador mais populista que Roraima já teve. Distribuiu redes, visceras de boi na periferia da Boa Vista, enxovais para gestantes, presentes, brinquedos, calcário, tratores enfim viciou um estado inteiro a ficar esperando por benesses e migalhas governamentais. Durante os seus quatro mandatos como governador nunca realizou um concurso público sequer.

Dessa forma, criou uma multidão de dependentes da sua política assistencialista. Junto com outros tantos governantes que ocuparam o poder nesse estado, atrofiou sócio-culturalmente uma geração inteira de pessoas que ficaram condicionadas a esperar o dia de receber “esmolas institucionais”  ou vale isso e vale aquilo.

Pois bem, esta manhã na Assembléia Legislativa a deputada Marília Pinto (PSDB), filha de Ottomar, usou a tribuna para afirmar que o governo federal distribui migalhas ao povo “como se isso fosse mudar a vida das pessoas”. Ou seja, criticou exatamente aquilo que o seu pai fez a vida inteira como político, desde que chegou a Roraima.

A parlamentar fechou o seu discurso afirmando que “não comungo hoje, não comunguei ontem e jamais comungarei com o uso da máquina e do poder”. Não faz nem um ano que o brigadeiro Ottomar Pinto faleceu e ela já se esqueceu da maneira peculiar como ele fazia política. Que pouca memória!

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