Os inquilinos do Congresso Nacional conseguem se superar a cada dia no quesito desfaçatez. Não satisfeitos com o aumento recente da verba de gabinete, agora nossos “representantes” espertinhos do Senado estão almejando, novamente, aumentar a verba de gabinete para criar um tal cargo de assessor de confiança para os 81 senadores. Esse novo ente mentalizado pelos parlamentares teria um salário integral de R$ 9.979,24. A soma do salário desse assessor especial em todos os gabinetes dos senadores, lideranças partidárias e membros da Mesa Diretora, custará mensalmente aos cofres públicos, se aprovado, nada menos que R$ 900 mil.

Parece brincadeira. Há poucos dias, uma mente infeliz que perambula pelo Congresso (perambula, sim, porque trabalhar esse pessoal não trabalha) teve a idéia de jerico de apresentar uma proposta instituindo um tal “auxílio funeral” para deputados. Percebendo o tamanho da besteira que propunham, o projeto foi abortado ainda no nascedouro. Eu até concordo que se crie um “auxílio funeral” para esses meninos gananciosos. Mas com uma conduição: que todos morram de uma vez e vão usar de tanta calhordice nas profundezas do inferno. Até aceitaria contribuir, só para não ter o desprazer e ouvir esse tipo de gente posando de político sério. Calhordas, todos calhordas, quase sem enhuma excessão.

Mas desejar que esse senhores morram e vão todos gozar da compnhia de Lúcifer e como desejar enviá-los para um parque de diversões. Porque segundo a imagem implantada no imginário popular, o inferno é um lugar cheio de libertinagem, com lindas mulheres lascivas dançando seminuas, sexo grupal às escâncaras, muita bebida, permissividade total. Sendo assim, isso não seria castigo para os políticos brasileiros, pois nada é muito diferente do que rola em certos apartamentos e casarões de Brasília. Eles, os políticos, se sentiriam em casa. Perfeitamente à vontade.

Bom mesmo é que no Código Pena Brasileiro houvesse um artigo que tipificasse a calhordice como crime inafiançável, passível de prisão perpétua e trabalho forçado. A grande maioria dos políticos brasileiros estaria enquadrada nele. Apresentar esse tipo de proposta é uma afronta à dignidade do trabalhador brasileiro que dá o duro o mês inteiro por um salário de fome. O que mais me chama a atenção na classe política brasileira é a sua capacidade de se superar em ignomínia. Assistimos a um escândalo após outro e ainda somos “brindados” com propostas indecorosas como essa. A mim não me importa se o projeto do “auxílio funeral” foi abortado. Só o fato de ele ter sido proposto já motivo suficiente para indignação. E agora, vem a tal proposta do assessor de confiança. Ora, senhores, criem vergonha!

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