Adotei Roraima como terra de morada e trabalho em 2002, quando cheguei vindo do Ceará.
Esta é uma terra boa pra se viver, um estado jovem que pode dar certo, caso a qualidade dos seus homens públicos melhore. A situação hoje é precaríssima.
Minha postura em relação aos gestores do destino de Roraima é cética, porque devido ao isolamento do restante do país é perceptível como boa parte dos políticos locais tratam a coisa pública como se fosse o quintal da sua casa.
Acho engraçado os olhares enviezados que recebo, quando exponho minha opinião sem nenhum sofisma com relação a temas polêmicos do dia-a-dia local.
Tenho sempre a impressão que a maioria das pessoas não entende a minha posição, sempre crítica e sem pender para um ou outro lado.
Desde muito jovem, nunca gostei de fazer parte de grupos, facções, partidos, sindicatos, associações, religiões, etc. Gosto de pensar por mim mesmo. Certo ou errado, mas seguir o que considero ser o caminho.
Por isso não me prendo a ideologias, não defendo lados e sempre busco analisar as questões de forma fria, racional, criticando o que deve ser criticado e reconhecendo o que deve ser reconhecido como virtuoso. Não estou preocupado em agradar.
Mas aqui em Roraima o comum é ter um lado, defender um grupo, se doar a esse grupo e para muitos puxar saco, lamber botas, servir de capacho. Não faz parte da minha personalidade ser assim. Por isso fico meio à deriva, uma ovelha sem rebanho.
O que escrevo incomoda porque escamotear a verdade, esconder pensamentos e sentimentos é o habitual para se dar bem por aqui. A sinceridade atrapalha. Dizer verdades é pecado, motivo para exclusão. Mas não ligo, sou uma atalho de mim mesmo. Quando fecham-se as portas, trato de quebrar a parede e fazer a minha própria passagem. Tem sido assim desde sempre.

Você é novo por aqui? Assine o feed dos posts. Obrigado!
Você pode deixar um comentário, ou enviar um trackback do seu site.